Policia Federal avança em alvos polêmicos no Rio

A Arguição por Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 635, conhecida como “ADPF das favelas”, transformou o combate ao crime organizado na capital. A decisão do Supremo Tribunal Federal determinou que a Polícia Federal (PF) investigasse a estrutura financeira e política que mantém os crimes no estado.

Operações alvo da cúpula

A diretora executiva do Instituto Fogo Cruzado, Cecília Olliveira, afirma que pelo primeiro vez ações vão atingir agentes públicos, autoridades e políticos envolvidos em esquemas de corrupção, contrabando e proteção aos criminosos. “Temos visto uma série de operações alvo de altas instâncias do poder público e até mesmo da mídia”, destaca.

Operação Zargun expõe rede criminosa

A Operação Zargun, deflagrada em setembro de 2024, investigou lideranças do Comando Vermelho e seus contatos com agentes políticos. As investigações apontaram vínculos com o tráfico de armas, facilitação de informações estratégicas e atuação da PF.

Influência do crime na vida local

Nos últimos anos, a região metropolitana de Rio fez face à expansão do controle dos grupos criminosos. Segundo estudo do GENI-UFF e Instituto Fogo Cruzado, cerca de 4 milhões de habitantes vivem sob influência direta ou indireta destes esquemas.

Perguntas Frequentes

Como funcionou a ADPF?

A ação no Supremo foi resultado da luta de famílias que perderam entes queridos para violência no Rio, levando o STF a reavaliar a abordagem policial.

E o impacto na sociedade?

Caso as operações se concretizem, o resultado deve ser uma redução significativa na influência criminosa sobre a população local.

Quais são os riscos desta abordagem?

Um ex-policial federal afirma que essa atuação pode expor fragilidades dos sistemas judiciários e de investigação do Estado, gerando tensões no enfrentamento da criminalidade.