Professores da UnB e Fatec SP alertam: dados pessoais inseridos em IAs criam perfis detalhados, aumentando riscos de segurança e vazamento.

A inteligência artificial (IA) tornou-se uma ferramenta onipresente no dia a dia, auxiliando milhares de pessoas na automação de processos, esclarecimento de dúvidas e produção de conteúdo. Para que essas IAs entreguem respostas precisas, os usuários frequentemente precisam fornecer uma série de informações e comandos, conhecidos como prompts.

No entanto, a busca por uma resposta mais acurada pode levar muitos a revelar detalhes excessivos sobre suas vidas. Especialistas alertam que, embora nem sempre seja problemático fornecer informações, o tipo de dado pessoal compartilhado é crucial e pode expor o usuário a sérios riscos de vazamento.

Informações sensíveis, como senhas e dados bancários, estão particularmente vulneráveis. Professores de instituições renomadas explicam como a IA pode criar um perfil minucioso dos usuários e os perigos associados a essa prática.

Como a IA constrói seu perfil digital detalhado

O fornecimento de dados pessoais à inteligência artificial permite que a ferramenta construa um perfil altamente detalhado sobre o usuário, que pode não estar adequadamente protegido. O professor Laerte Peotta de Melo, do Departamento de Engenharia Elétrica da Universidade de Brasília (UnB), enfatiza os riscos.

De acordo com Peotta de Melo, informações como senhas, códigos de autenticação, CPF, RG, dados bancários, exames médicos e documentos corporativos são especialmente perigosas. "Ao longo do tempo, o acúmulo de detalhes do dia a dia — como profissão, hábitos, localização, rotina familiar e condição financeira — permite a correlação dessas informações, criando um perfil detalhado sobre o indivíduo\