Presidente argentino Javier Milei anuncia reforma do Banco Central com fim à fraude de financiamento
O ultraliberal Javier Milei, presidente da Argentina desde 2023, apresentou na quinta-feira (30) o projeto que mudará a Carta Orgânica do banco central do país. Entre as novidades está a proibição de imprimir dinheiro para financiar a classe política.
A proposta visa acabar com a fraude econômica que permitia que a impressão monetária fosse utilizada indiscriminadamente, levando o país a altos níveis de inflação. As mudanças também visam reduzir a independência do órgãpno e garantir maior estabilidade financeira.
Entenda as principais alterações
O projeto pretende reverter a reforma de 2012 de Cristina Kirchner, que enfraqueceu a independência do Banco Central e flexibilizou o financiamento do déficit fiscal. Milei sugere ainda a criação de uma ‘regra fiscal permanente’ para evitar orçamentos deficitários.
Maioria nas duas casas legislativas
Milei tem as maiores bancadas na Câmara dos Deputados e no Senado, garantindo maior apoio à reforma. No entanto, o projeto conta com pouca maioria exclusiva para aprovação.
Perguntas Frequentes
Qual é a principal razão para a reforma do Banco Central?
A proposta visa frear a fraude de impressão ilegal de dinheiro utilizada para financiar a classe política e diminuir a inflação na Argentina.
O projeto tem chance de aprovação no Congresso Nacional?
Sim, Milei conta com as maiores bancadas nas duas casas legislativas, contudo pode contar com oposição que não deseja mudar a situação atual.
O que mudará nas missões do Banco Central após a reforma?
A missão fundamental do órgão passará a ser preservar o valor da moeda e evitar a impressão monetária ilegal para financiar políticos.
