Construtora portuguesa vê nova fase com capital chinês nas obras bilionárias do Brasil

A construtora Mota-Engil, que antes figurava na sombra das grandes empreiteiras brasileiras, agora brilha sob a batuta de seus novos sócios chineses. Depois de décadas passando pela sombra de grupos como Odebrecht, Coface e Andrade Gutierrez, a Mota-Engil venceu recentemente o leilão do túnel Santos-Guarujá, um dos maiores submersos do país. E isso só é possível com o investimento chines de R$ 3,21 bilhões.

Histórico da ascensão

Em 2025, a China Communications Construction Company (CCCC), a quarta maior construtora do mundo, comprou uma fatia relevante na Mota-Engil e hoje detém 31% do capital. Esse movimento veio junto com o fortalecimento de novos lances em obras brasileiras. No ano passado, o grupo português levou a mão no projeto do túnel Santos-Guarujá, um marco que muda as regras da competição na construção pesada.

Nova parceria com Odebrecht

A Mota-Engil negocia se tornar sócia de Odebrecht Engenharia e Construção (OEC), a construtora que sofreu severas consequências durante a OperaçãoLava Jato. A CCCC também está na roda, indicando uma parceria sino-lusitana forte para o futuro. As negociações ainda estão em andamento, mas um anúncio de decisão final está prestes.

Investimento chinês pode chegar a R$ 3,21 bilhões, conforme dados da própria Mota-Engil. O grupo internacional busca fortalecer seu portfólio na região sul e o Brasil se torna uma plataforma crucial para suas operações nacionais.

Perguntas Frequentes

Qual é a relação entre Mota-Engil e CCCC?

A China Communications Construction Company (CCCC) detém 31% do capital da Mota-Engil, tornando-se um dos principais sócios estrangeiros no grupo português.

Por que a Mota-Engil busca a parceria com Odebrecht Engenharia e Construção (OEC)?

A estratégia se justifica em encontrar capital necessário para assumir novos projetos bilionários, especialmente após a desinvesimento do grupo de obras no Brasil.

Qual é o valor estimado das obras da Mota-Engil no Brasil?

O grupo português tem projetos avaliados em R$ 80 bilhões em uma combinação de ferrovias, portos e saneamento. O túnel Santos-Guarujá, vencido recentemente, soma R$6,8 bilhões.