PM que socou mulher em adega usa termo ‘uso diferenciado da força’ para justificar
O policial que socou o rosto de uma mulher durante uma abordagem afirmou ter empregado o 'uso diferenciado da força' após ser atingido por um tapa nas costas. O episódio ocorreu em uma adega de Sorocaba, no interior de São Paulo.
De acordo com o boletim de ocorrência registrado pelo agente, a equipe realizava patrulhamento quando um dos agentes decidiu abordar um indivíduo em atitude suspeita. No momento da abordagem, foi surpreendido por uma mulher que havia sido tapada. Diante disso, o policial empregou técnicas recomendadas pelo Procedimento Operacional Padrão (M-3) para contê-la.
Abordagens e agressões
No registro de ocorrência, relata-se que a mulher fugiu do local mas foi localizada mais tarde, algemada e levada à delegacia. As câmeras da adega registraram a situação truculenta.
Segundo as imagens (veja acima), o policial que socou a mulher passou pelo incidente que levou ao uso do termo 'uso diferenciado da força'. Uma câmera registra momentos tensos, com PMs empurrando civis e uma mulher agredida durante a abordagem.
Perguntas Frequentes
Por que o policial utilizou o termo 'uso diferenciado da força'?
O uso diferenciado da força é um procedimento padrão adotado pela PM, segundo o Procedimento Operacional Padrão (M-3), seguindo orientações do ministério da Segurança Pública. Isso significa que ele usa a força apenas quando necessário e de maneira calculada para garantir a segurança.
O caso levou em conta algum tipo de resistência?
De acordo com o relatório, sim. A informação registra que a mulher tapou um agente durante a abordagem, levando à decisão de empregar o uso diferenciado da força para continuar com a abordagem dos suspeitos.
E as consequências?
A mulher foi levada algemada à delegacia e o caso foi registrado como resistência. A Polícia Militar instaurou um procedimento de apuração sobre os eventos, reforçando que não compactua com excessos de força.
