Morte do suspeito levanta questionamentos sobre procedimento policial

Quando a Polícia Federal realizava cumprimentos de ordens judiciais, um alvo da PF chamado Eduardo Silva Cezar, o Créck, implorou para não ser executado antes de PMs das Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota) atingi-lo com quatro tiros. Namorada do suspeito relatei a informação à Metrópoles.

Operação e confrontos

Na manhã desta quinta-feira, 30/7, os PMs da Rota receberam apoio de policiais federais em uma operação no Jardim Santa Terezinha, zona sul de São Paulo. Afinal, a atuação se destinava à prisão de suspeitos ligados ao PCC, com busca e apreensão incluídos.

Pedidos e tiros

Segundo a namorada de Créck, ele estava implorando por sua vida quando os PMs o levaram para a cozinha. Nesse momento, ela afirmou ter ouvido suas últimas palavras: “não me mata”. Na sequência, disparos foram ouvidos.

Exames e versões divergentes

O suspeito, de três perfurações no tórax e uma nas costas do lado esquerdo, foi encontrado caído na cozinha. As circunstâncias da morte estão sendo investigadas pelo DHPP - Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa.

Perguntas Frequentes

Quem é Eduardo Silva Cezar, o Créck?

Eduardo Silva Cezar, popularmente conhecido como Créck, era alvo de uma operação contra a organização criminosa do PCC. Ele havia sido condenado pelo duplo homicídio cometido em 2014.

Por que os PMs ligaram as câmeras somente depois dos tiros?

O delegado responsável pela investigação destacou que esse comportamento não é inédito: policiais militares atuam dessa forma, o que dificulta verificação da legalidade da situação.

Há chances de Créck estar em liberdade condicional na data do confronto?

De acordo com os documentos judiciais acessados pela Metrópoles, a progressão para regime semiaberto aconteceu em maio de 2024, após o suspeito passar quase 10 anos detido.