Cientistas usam alface e tabaco para criar carne à base de plantas
Para reduzir o consumo de carne animal, pesquisadores das Universidades do Reino Unido, Estados Unidos e China estão realizando uma inédita técnica: engenharia genética em alface e tabaco. Através de um estudo publicado na revista Frontiers in Plant Science, os cientistas clonaram genes que permitem à planta gerar a mioglobina, proteína presente nos músculos dos vertebrados.
Pesquisa em detalhes
No laboratório do Imperial College London, os pesquisadores inseriram genes de mioglobina bovina e suína em cloroplastos de plantas. O tabaco foi escolhido pela facilidade na engenharia genética, enquanto a alface por ser comestível. De acordo com Alexia Groff, pesquisadora do Imperial College London: “Isso poderia fornecer uma maneira mais sustentável de produzir um ingrediente importante para produtos cárneos à base de plantas”.
Eficácia das plantações
A pesquisa mostrou que os genomas das plantas modificadas geraram uma quantidade impressionante de mioglobina: o peso seco do tabaco produziu cerca de 800 mg/kg e a alface, mais ou menos a mesma quantidade. Essa é três vezes maior em comparação com a concentração na carne animal (8,1-11,2 mg por grama seca). A engenharia genética garante que estas plantas possem uma cor vermelha natural e um sabor metálico característico da carne.
Positivos para o meio ambiente
Segundo os cientistas, a vantagem dos bio-reatores fechados em comparação com a criação animal é o uso menor de água e redução das emissões de gases do efeito estufa. Além disso, as plantações podem produzir proteínas vegetais na mesma proporção que os rebanhos níveis altos.
Perguntas Frequentes
Como são criadas as plantas para substituir carne?
O tabaco e a alface receberam genes de mioglobina, uma proteína presentes nos músculos dos vertebrados. Essa injeção genética lhes permite produzir um sabor e cor semelhantes à carnes.
Existem riscos com essa engenharia?
A pesquisadora Alexia Groff, da Imperial College London, reforça a segurança: os resultados mostram que as plantas modificadas produziram grandes quantidades de mioglobina sem comprometer suas funções vitais.
Quando o produto estará disponível no mercado?
Ainda não há uma data para lançamento comercial. Contudo, esses avanços em engenharia genética podem ser um marco na produção sustentável de carne alternativa à base de planta.
