Coruja-orelhuda é resgatada de linha de pipa em Alvorada (RS) e volta à natureza

Uma coruja-orelhuda que havia ficado com uma das asas presa em linha de pipa e uma das patas enrolada em fio de nylon foi resgatada e devolvida à natureza em Alvorada, no Rio Grande do Sul. O animal, que teve sua idade estimada em cinco anos, foi salvo após ser avistado por moradores do bairro Formosa.

A mobilização da comunidade foi crucial: ao notar a ave em situação de risco, os residentes prontamente acionaram a Secretaria Municipal de Meio Ambiente. O resgate foi efetuado na sexta-feira, 28 de agosto, e a soltura aconteceu na quarta-feira, 3 de setembro, após um período de recuperação.

O incidente ressalta os perigos que materiais descartados, como linhas de pipa, representam para a fauna silvestre. A coruja-orelhuda recebeu todo o suporte necessário para se restabelecer e agora pode voar livremente em seu ambiente natural.

O difícil resgate da coruja presa em linha de pipa

O fiscal ambiental Pedro Silva, da Secretaria Municipal de Meio Ambiente de Alvorada, foi o responsável por realizar o delicado resgate. Ele relatou ao Metrópoles os desafios enfrentados durante a operação, que ocorreu em um dia chuvoso.

A coruja foi encontrada em um pátio com muita vegetação, especificamente em um corredor de difícil acesso. Pedro Silva precisou dar a volta no local para conseguir alcançá-la. “Consegui fazer a contenção dela ali, com cuidado, porque o manejo de fauna é muito perigoso. Questão do bico e a pata dela, que tem uma unha e uma pata muito forte, fura luva”, explicou o fiscal, destacando a importância da técnica e segurança para proteger tanto o animal quanto o resgatista.

Atendimento veterinário para a recuperação da ave

Após o resgate, a coruja-orelhuda foi encaminhada para atendimento especializado. Médicas veterinárias que atuaram na ocorrência conseguiram remover as linhas que prendiam a asa e a pata do animal. A ave, embora machucada, recebeu os primeiros socorros de forma eficiente.

O tratamento completo e a recuperação foram realizados no Hospital Veterinário da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), uma instituição de referência. Lá, a coruja permaneceu sob os cuidados de especialistas até estar apta para retornar à vida selvagem, comprovando a importância de parcerias entre órgãos públicos e universidades.

A soltura da coruja em ambiente natural

Com a recuperação completa, a coruja-orelhuda foi finalmente devolvida ao seu habitat. A soltura aconteceu na quarta-feira, 3 de setembro, em uma área estratégica localizada fora da zona urbana de Alvorada. O local escolhido foi a Estrada da Palha, um ambiente propício para a reintegração da ave à natureza, garantindo sua segurança e bem-estar longe dos perigos da cidade.

A iniciativa de soltar o animal em uma área não urbana é fundamental para evitar novos acidentes e permitir que a coruja exerça seu papel ecológico, como o controle de pragas, de forma natural e sem interferências humanas diretas.

Orientações para encontrar animais silvestres feridos

A Secretaria Municipal de Meio Ambiente de Alvorada aproveita o episódio para reforçar um alerta importante à população. Ao encontrar animais silvestres feridos, presos ou em qualquer situação de risco, a recomendação é acionar imediatamente os órgãos responsáveis.

É crucial evitar qualquer tentativa de realizar o resgate por conta própria. Animais silvestres podem se tornar agressivos quando se sentem ameaçados ou estressados, além de exigir um manejo técnico e equipamentos específicos para garantir a segurança de todos os envolvidos e o bem-estar do animal.

Perguntas Frequentes

Onde a coruja-orelhuda foi resgatada em Alvorada (RS)?

A coruja-orelhuda foi resgatada no bairro Formosa, em Alvorada (RS), após ser encontrada em um pátio com vegetação densa, com asa e pata presas em linhas de nylon e pipa.

Qual o perigo da linha de pipa para animais silvestres?

Linhas de pipa, especialmente as que contêm cerol ou são de nylon, representam um grave perigo para animais silvestres como aves. Elas podem causar ferimentos graves, como cortes profundos e amputações, ou prender os animais, impedindo que voem ou se alimentem, levando-os à exaustão e morte.

Quem devo acionar ao encontrar um animal silvestre ferido ou em risco?

Ao encontrar um animal silvestre ferido ou em situação de risco, você deve acionar imediatamente os órgãos ambientais locais, como a Secretaria de Meio Ambiente do seu município, a Polícia Ambiental (Patram no RS) ou o Corpo de Bombeiros, para que profissionais qualificados realizem o resgate com segurança.

Para onde a coruja resgatada foi levada após ser encontrada?

Após ser resgatada pelo fiscal ambiental Pedro Silva, a coruja-orelhuda foi encaminhada para atendimento e tratamento no Hospital Veterinário da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), onde recebeu os cuidados necessários para sua recuperação.