PF vai monitorar celular e localização de Jaques Wagner
O ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal), autorizou a Polícia Federal a interceptar as comunicações do senador Jaques Wagner (PT-BA) após suspeita de vazamento das investigações que apuram fraudes no Banco Master. As informações foram confirmadas por fontes ligadas às investigações.
Justificativa jurídica
Mendonça explicou, em sua decisão, que a medida foi tomada em virtude do risco agudo de vazamento das operações policias. O senador estaria na sede do Supremo em 17 de junho, véspera da deflagração das medidas contra ele.
Marcas e alvos da investigação
O monitoramento será aplicado também a Augusto Lima, pai de Eduardo Sodré, cunhado do senador; Guilherme Henrique Sodré Martins; e Andréa Lima Novaes. As suspeitas giram em torno do suposto recebimento de pagamentos ligados ao Master por meio da empresa da nora de Wagner.
Impacto na investigação
A Polícia Federal apura ainda a possível influência da nora e enteado de Jaques Wagner nas negociações sobre um apartamento em Salvador, estimulado pelo empresário Augusto Lima. A transferência de R$ 3,5 milhões entre empresas ligadas a ambos reforça as suspeitas.
Perguntas Frequentes
Por que Jaques Wagner foi monitorado?
Devido ao risco agudo de vazamento das operações policiais contra ele e outros investigados.
Quais são as acusações contra Wagner e seu entorno?
Suspeitas de corrupção envolvendo pagamentos ligados a negócios no Banco Master, além de possível influência em negociações imobiliárias.
Como essa medida vai interferir na investigação?
Mendonça restringiu o monitoramento aos termos e alvos determinados, com análise do ERB por dez dias. Não haverá acesso ao conteúdo das comunicações.
