MPSP aponta pagamentos de propina do PCC feitos em dinheiro vivo para favorecer delegacias paulistas
O Ministério Público do Estado de São Paulo (MPSP) deflagrou a Operação Janus nesta terça-feira (21/7), levantando um ‘banco paralelo’ dos criminosos. Segundo informações, os supostos pagamentos eram realizados em dinheiro vivo e visavam comprar silêncio de delegacias para proteger esquemas de lavagem de dinheiro da facção.
Operação identifica 12 alvos
No total, 18 mandados foram cumpridos, com 11 pessoas detidas. A investigação envolveu operadores financeiros do PCC que atuavam em tribunais da facção e agiam para ocultar os recursos ilícitos.
Código para esconder valores
Ao menos um dos investigados, Bruno Ramos Fernandes, mantinha um “banco paralelo” no qual evitava usar transferências bancárias diretas. De acordo com o MPSP, os criminosos usavam códigos para obfuscado a quantia de dinheiro vivo que efetivamente era movimentada.
PCC queriam comprimir ações policiais
Delegacias como 13° e 39° Distrito Policial (Casa Verde e Vila Gustavo), além da Delegacia Seccional na zona norte, estão entre os alvos suspeitos de receber propinas do PCC. Essas quantias escondidas eram utilizadas para influenciar ações policiais à favor dos criminosos.
Perguntas Frequentes
Pode ser feito um pagamento ilícito por dinheiro vivo?
Sim, o PCC movimentava propina em dinheiro vivo para favorecer delegacias e obter silêncio das autoridades. O objetivo era proteger esquemas de lavagem de dinheiro.
Quais são as entidades apontadas no escândalo?
Cinco delegacias foram citadas: 13° Distrito Policial (Casa Verde), o 39° Distrito Policial (Vila Gustavo) e uma Delegacia Seccional na zona norte.
