Samba na Barra: a transformação de uma ruazinha em celeiro cultural
A Rua João de Barros, na Barra Funda, zona oeste de São Paulo, ganhou uma nova identidade e um significado maior para a comunidade negra paulistana. Conhecida popularmente como ‘Rua do Samba’, esta via se transformou em um espaço dedicado ao gênero musical que celebrava a cultura afrodescendente.
Em 1982, o sambista Carlos Alberto Tobias artikulou com a Prefeitura de São Paulo um evento semanal aos domingos chamado Rua do Samba. A iniciativa trazeria artistas famosos para apresentações gratuitas, promovendo cultura e entretenimento em uma época ainda marcada pela ditadura militar.
Mobilização para a transformação social
Segundo Simone Tobias, filha do sambista Carlos Alberto Tobias, o projeto chegou modestamente — sem divulgação prévia de shows com nomes como Alcione e Jorge Ben Jor. A ideia era criar um espaço de alegria que superasse fronteiras sociais.
‘Foi meio complicado, óbvio, à época’, conta. ‘Mas ele sempre esteve muito à frente do seu tempo. E isso foi justamente um dos pontos que nos une: a ideia de transformar a realidade das pessoas a partir de uma intervenção cultural.’
Foco da Iniciativa Negra
Hoje, o espaço de referência é a Iniciativa Negra, que promove o projeto Cartografias de Bamba. A diretora-geral Nathália Oliveira destaca a importância desse trabalho no contexto histórico e social do bairro.
Perguntas Frequentes
Qual é a origem da Rua do Samba?
A iniciativa surgiu em 1982, quando o sambista Carlos Alberto Tobias promoveu um evento semanal na Rua João de Barros com artistas famosos.
Quais são os objetivos actuais da Iniciativa Negra?
A entidade defende a promoção de memória e discussões sobre territórios negros, lembrando que o samba é mais do que uma música: um movimento curativo e libertador.
