Cerca de 70 alunos de Samambaia vivenciam história e cultura em exposição sobre Brasília

Na última quarta-feira (16/9), um grupo de aproximadamente 70 alunos do Centro Regional de Ensino (CRE) de Samambaia teve uma experiência cultural marcante. Eles visitaram a exposição “Utopias em construção: Brasília nas dobras do tempo”, que está em cartaz no Museu Nacional da República, no coração de Brasília.

A mostra, que é uma parceria entre Metrópoles Arte e o Arquivo Público do Distrito Federal (ArPDF), tem curadoria de Marcus Lontra, Marília Panitz e Rafael Peixoto. Acompanhados por professores, os estudantes do 3º, 4º e 5º anos fizeram uma verdadeira viagem no tempo, revisando a trajetória da capital federal.

Pelas galerias do museu, as crianças puderam admirar fotografias, documentos, projetos arquitetônicos e obras de arte que narram a criação, edificação e o desenvolvimento de Brasília. A iniciativa visa não apenas enriquecer o conhecimento histórico, mas também proporcionar vivências culturais essenciais para o desenvolvimento dos jovens.

Viagem histórica pela capital federal

A exposição “Utopias em construção” oferece um percurso expositivo dividido em três seções principais: Área Monumental, Segmentos Radiais e Núcleo Documental. Cada setor explora aspectos distintos da formação, ocupação e evolução da cidade, desde os primeiros esboços até o seu crescimento contemporâneo.

Durante a visita guiada, a empolgação e a participação dos alunos foram notáveis. Eles se mostraram muito interessados em cada detalhe, conectando o que viam nas salas de aula com a realidade apresentada pelos artefatos e documentos históricos, um verdadeiro mergulho no passado de Brasília.

A mostra é um acervo inédito que reúne diversos elementos da construção e vida da capital, permitindo que os visitantes, especialmente os jovens, compreendam a complexidade e a grandiosidade por trás da fundação de uma cidade planejada como Brasília.

A cultura como direito e ferramenta pedagógica

Para a professora Maria Izônia da Costa, do CRE de Samambaia, a vivência cultural proporciona um entusiasmo único. “Aqui eles têm contato com o ambiente cultural, estão bem atentos ao que estão vivenciando. Estava até conversando com as meninas sobre o comportamento deles, como o fato de falar mais baixo e não tocar nas obras. Com isso, a gente está preparando essas crianças para o futuro, para também saberem se comportar em outros ambientes que não sejam o de casa e o escolar”, declarou a docente.

A professora também enfatizou que o passeio vai além do conteúdo programático, gerando maior interesse nos estudos e um senso de pertencimento. Segundo Maria Izônia, as crianças passam a se sentir parte dos espaços públicos, desmistificando a ideia de que museus são apenas para quem tem alto poder aquisitivo.

“Isso faz parte da educação patrimonial. A população precisa saber que deve tomar conta dos espaços públicos. Nós chegamos e explicamos que este é um espaço público que eles podem frequentar com a família. Precisamos desmistificar a ideia de que o Museu é voltado apenas para quem tem um poder aquisitivo mais alto”, ressaltou, defendendo o acesso democrático à cultura.

Inspiração para novos horizontes e profissões

Além do aprendizado histórico e do desenvolvimento de valores sociais, a imersão na exposição funciona como um catalisador para a criatividade e o despertar de novos interesses profissionais. A coordenação da escola observa que esse tipo de vivência mostra aos estudantes a vastidão de oportunidades futuras.

A aluna Lara Souza é um exemplo vivo desse impacto. O contato com as pinturas e maquetes da exposição foi um incentivo para ela acreditar em seu potencial como artista. Lara comentou que a visita a “inspirou a desenhar e fazer um monte de outras coisas”, evidenciando o poder transformador da arte.

Conforme Maria Izônia, seu plano pedagógico inclui sempre reforçar a importância da cultura. “É exatamente isso que transmito aos meus alunos: a cultura é acessível a todos. No entanto, nós também precisamos ir atrás dela; muitas vezes as oportunidades não chegam até nós. Somos nós que devemos fazer esse caminho e mostrar que todos podem e devem ter acesso. É fundamental romper com a visão de que a cultura pertence à elite, pois ela é um direito de todos”, concluiu a professora, ressaltando que o passeio ensina valores que transcendem o conteúdo dos livros didáticos.

Perguntas Frequentes

Onde a exposição “Utopias em construção: Brasília nas dobras do tempo” está em cartaz?

A exposição está em cartaz no Museu Nacional da República, localizado no SCTS Lote 2 – Plano Piloto, Brasília – DF, ao lado da Rodoviária.

Qual é o horário de visitação e o custo da entrada?

A visitação à exposição é de terça a domingo, das 9h às 18h30, e a entrada é gratuita, democratizando o acesso à cultura para todos os públicos.

Quem são os curadores da exposição?

A mostra “Utopias em construção: Brasília nas dobras do tempo” tem curadoria de Marcus Lontra, Marília Panitz e Rafael Peixoto.

Qual é o objetivo principal da visita de alunos à exposição?

A visita tem como objetivo conectar o aprendizado em sala de aula com a prática cultural, promover a educação patrimonial, desenvolver o comportamento social em espaços públicos e inspirar os alunos a explorarem novos interesses e oportunidades futuras, além de desmistificar a ideia de que museus são inacessíveis.