B3 Quer Expansão Para Contratos de Eventos no Brasil
A B3, maior bolsa brasileira de valores mobiliários, está em conversas com a CVM para permitir que não profissionais também acessem contratos de eventos. Daniel Maeda, superintendente jurídico da empresa, abordou o tema durante painel na 'Rio Innovation Week 2026'.
Um dos problemas atuais é que investidores com menos de R$10 milhões ao patrimônio não podem negociar este tipo de produto. 'Discutimos com a CVM um novo público-alvo', explicou Maeda, referindo-se ao modelo norte-americano, onde o varejo é um forte ator neste mercado.
Instrumentos financeiros funcionam como apostas sobre eventos
Esses contratos, que variam de R$ 0 a $100, se baseiam em indicadores econômicos e financeiros. No RioIbovespa, por exemplo, eles acompanham o Ibovespa mesmo. 'Estamos diversificando nosso portfólio para refletir maior variedade', acrescenta o executivo.
Impacto no mercado financeiro
De acordo com a B3, o primeiro contrato de evento foi lançado em 2020 e hoje há investimentos referenciados em dólar, Ibovespa, bitcoin além do IPCA e PIB. O objetivo primordial é ajudar a fornecer uma ferramenta de previsão para investidores institucionais.
Perguntas Frequentes
Quem são os contratos de eventos?
Instrumentos derivativos que negociam apostas sobre o resultado de eventos, seja econômicos ou financeiros, usando uma escala numérica entre $0 e $100.
Eles diferem de apostas tradicionais?
Sí, eles são atrelados a indicadores financeiros e não abrangem eventos esportivos, políticos ou culturais. São tratados como investimentos institucionais.
Haverá limitações para acessar esses contratos de eventos?
A expansão da CVM visará facilitar o acesso a este instrumento para um público mais amplo do que os atuais investidores profissionais, com patrimônio superior a R$10 milhões.
