Resolução Conjunta nº 18 exige mais controle de bancos e fintechs, visando impedir que falhas se espalhem pelo Open Finance, Pix e reforma tributária.

Um simples erro de digitação em um cadastro pode ter consequências graves no complexo sistema financeiro brasileiro. Longe de ser um problema isolado, essa falha inicial tem o potencial de se espalhar rapidamente, comprometendo decisões de crédito, análises de risco e até mesmo o cálculo de impostos em operações de pagamento.

É exatamente para combater essa proliferação que o Banco Central (BC) instituiu a nova Política de Qualidade das Informações. Criada pela Resolução Conjunta nº 18, a norma entrará em vigor a partir de 31 de dezembro de 2026, marcando um novo patamar de exigência para as instituições financeiras.

A medida surge em um cenário de intensa digitalização e interconexão, impulsionado pelo Open Finance, pela popularização do Pix e pela iminente reforma tributária. Quanto maior a troca de informações entre diferentes agentes, mais crítica se torna a qualidade dos dados que circulam.

O risco da disseminação de dados imprecisos

A especialista Claudia Yoshinaga, coordenadora do Centro de Estudos em Finanças da Escola de Administração de Empresas de São Paulo da Fundação Getulio Vargas (FGV-Eaesp), destaca que a partilha de dados no Open Finance transforma a natureza do problema. "Se você tem uma informação ruim que a pessoa compartilha entre várias instituições, isso pode comprometer não só uma instituição, mas o sistema como um todo\