Brasil deve apostar em aliança com China para soberania digital na IA

O Brasil é um dos 29 países que assinaram o documento de criação da Organização Mundial de Cooperação em Inteligência Artificial (Waico), iniciativa liderada pela China. Especialistas apontam que essa aliança pode fortalecer a soberania digital do país. O professor Sérgio Amadeu da Silveira, da UFABC, destaca a importância dessa parceria para desenvolver infraestrutura crítica em IA no Brasil.

Desafios e oportunidades na Waico

O Brasil deve investir em sua própria infraestrutura de processamento e armazenamento de dados para aproveitar ao máximo as vantagens da aliança. Segundo Amadeu, pesquisadores precisam criar a expertise e a capacidade de desenvolver projetos autônomos.

Política digital brasileira

O governo defende a não dependência de nenhum modelo de IA, que seja chinês ou ocidental. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem priorizado a soberania digital em fóruns multilaterais, chamando para uma governança intergovernamental.

Governação vs. Big Tech

A Casa Branca, por outro lado, procura controlar a governança de IA, levantando dúvidas sobre se o Brasil deve continuar sustentando estruturas tecnológicas globais ou desenvolver sua própria expertise e sistema.

Perguntas Frequentes

Quem leva vantagem da aliança com China?

Não é fácil identificar a melhor estratégia, pois cada modelo tem seus prós e contras. O Brasil pode buscar autonomia enquanto aproveita os avanços chineses em infraestrutura de IA.

O que é a sobra digital para o Brasil?

A soberania digital significa ter controle sobre os dados produzidos no país, protegendo-se de manipulações e garantindo segurança na informação. É crucial para o desenvolvimento sustentável.

Como o governo promove a soberania digital?

Não é suficiente criar e aplicar políticas de IA sem uma estratégia maior. É preciso entender como essas tecnologias podem beneficiar ou ser um risco para a soberania do país e da população.