A correspondência do líder norte-coreano reafirma o alinhamento de Pyongyang com Moscou e intensifica especulações sobre o envio de mais tropas ao conflito.

Em um movimento que reforça a crescente aliança entre Coreia do Norte e Rússia, o líder supremo Kim Jong Un enviou uma carta ao presidente Vladimir Putin. Nela, Kim prometeu “apoio inabalável” e chegou a classificar a guerra contra a Ucrânia como “sagrada”, conforme divulgado pela imprensa estatal norte-coreana nesta terça-feira (15).

Desde o início da invasão russa à Ucrânia, em 2022, a Coreia do Norte tem se consolidado como uma aliada estratégica fundamental para o Kremlin. Essa parceria tem sido marcada, segundo análises, pelo envio de tropas norte-coreanas para apoiar o esforço de guerra russo.

Em troca, Pyongyang estaria recebendo benefícios econômicos e acesso a tecnologia militar avançada. A declaração de Kim chega em um momento de crescentes rumores sobre a possibilidade de a Coreia do Norte intensificar ainda mais sua assistência militar a Moscou.

Declaração de apoio à Federação Russa

Na carta, divulgada pela agência estatal de notícias KCNA, Kim Jong Un expressou sua convicção na vitória russa. Ele afirmou: “Firmemente convencido da vitória da Federação Russa na atual guerra sagrada pela defesa dos interesses de segurança do país e da justiça internacional, prometo meu apoio inabalável a você, querido amigo, e ao fraterno povo russo”.

O líder norte-coreano também enfatizou a solidez da cooperação bilateral. “Minha vontade e a do governo da República Popular Democrática da Coreia são firmes e inequívocas no sentido de ampliar e aprofundar de maneira abrangente o trabalho conjunto”, declarou Kim, utilizando o nome oficial de seu país.

Especulações sobre o envio de tropas norte-coreanas

As afirmações de Kim Jong Un surgem em meio a intensas especulações sobre um possível aumento do contingente de soldados que Pyongyang estaria disposta a enviar para a Rússia. Há rumores de que a Coreia do Norte estaria preparando o envio de mais tropas para lutar na Ucrânia, reforçando a parceria militar entre os dois países.

Kiev, a capital ucraniana, chegou a alegar que a Rússia estaria prevendo o envio de até 50 mil soldados norte-coreanos. No entanto, as autoridades ucranianas não apresentaram provas concretas para sustentar essa afirmação, nem informaram um prazo específico para a chegada desses possíveis reforços militares.

Impacto da Coreia do Norte na guerra da Ucrânia

A aliança entre Coreia do Norte e Rússia tem gerado impacto direto no cenário do conflito ucraniano. Analistas apontam que Pyongyang já teria fornecido apoio significativo, incluindo o envio de tropas para o front. A Coreia do Sul estimou que cerca de 2 mil soldados norte-coreanos morreram na guerra no ano passado.

Uma avaliação mais recente, no entanto, eleva esse número, situando em aproximadamente 6 mil o total de mortos ou feridos entre os militares da Coreia do Norte. Esses dados, embora não confirmados independentemente, ressaltam o envolvimento de Pyongyang e o custo humano dessa colaboração.

Perguntas Frequentes

Qual a posição de Kim Jong Un sobre a guerra na Ucrânia?

Kim Jong Un, líder da Coreia do Norte, prometeu “apoio inabalável” à Rússia e classificou a guerra na Ucrânia como “sagrada”, defendendo os interesses de segurança da Rússia e a justiça internacional, conforme sua carta a Vladimir Putin.

A Coreia do Norte enviou tropas para a guerra da Ucrânia?

Sim, analistas afirmam que a Coreia do Norte enviou tropas para apoiar o esforço de guerra russo desde a invasão em 2022, em troca de benefícios econômicos e tecnologia militar. Há especulações sobre o envio de um número ainda maior de soldados.

Quantos soldados norte-coreanos morreram na Ucrânia?

A Coreia do Sul estimou que cerca de 2 mil soldados norte-coreanos morreram na guerra no ano passado, enquanto uma avaliação mais recente sugere que o número de mortos ou feridos pode chegar a aproximadamente 6 mil.

Qual o objetivo da aliança entre Coreia do Norte e Rússia?

A aliança entre Coreia do Norte e Rússia visa fortalecer a posição de Moscou no conflito da Ucrânia, com Pyongyang fornecendo apoio militar. Em troca, a Coreia do Norte busca benefícios econômicos e acesso a avançada tecnologia militar russa, aprofundando o trabalho conjunto entre os países.