Cientistas criam dicionários multimídia para salvar línguas indígenas
Além de ser uma ciência que permite a comunicação entre as pessoas, a língua é uma base de troca de identidade cultural entre comunidades. No Brasil, mais de 400 comunidades indígenas usam suas línguas originais, contando atualmente com cerca de 295 línguas indígenas faladas por 391 etnias diferentes.
A pesquisa surgiu como uma resposta social para a crise lingüística face ao avanço da globalização e ao esquecimento da tradição cultural. Em parceria com comunidades indígenas, pesquisadores do Museu Paraense Emílio Goeldi criaram os Dicionários Multimídia para Línguas Indígenas.
Linguística multimídia
Desenvolvidos para atender a uma demanda social, os dicionários reúnem em um único espaço virtual as traduções, imagens e áudios com a pronúncia de falantes nativos. A plataforma visa preservar a memória, identidade e cultura dos povos originários.
Preservação cultural
A coordenadora do projeto, Ana Vilacy Galúcio, pesquisadora do Museu Paraense Emílio Goeldi, ressalta sobre a importância desse trabalho: “É uma ideia que surge como uma tecnologia social justamente para responder a uma questão social: a pouca vitalidade das línguas indígenas.”
Perguntas Frequentes
Quem lidera o projeto?
A coordenadora do projeto é Ana Vilacy Galúcio, pesquisadora do Museu Paraense Emílio Goeldi.
Quantas línguas indígenas existem no Brasil?
No Brasil, atualmente assegura-se a existência de cerca de 295 línguas indígenas faladas por 391 etnias diferentes.
Por que é importante preservar essas línguas?
Pensamentos e crenças culturais são mantidos na memória linguística, contribuindo para a identidade do grupo. A preservação desses idiomas garante que cultura indígena permaneça viva.
