Investidores reagiram a novas exigências do Irã, inflação e estatísticas eleitorais
O dólar operou em forte alta nesta terça-feira (11/6), registrando um avanço de 1,22% à tarde. Na véspera, já havia subido 0,54%. A moeda americana está reagindo a impasses nas negociações entre Estados Unidos e Irã.
A Bolsa brasileira (B3), por sua vez, caiu 2,66% ao fechar o pregão no valor de 167,5 mil pontos. No dia anterior, havia diminuído em 0,19%. A queda foi influenciada pelos dados inflacionários em julho e novas expectativas em torno do juros Selic.
Inflação sobe no Brasil
Nas últimas semanas, o IPCA subiu de 0,04% para 0,07% em julho. Essa é a menor taxa neste mês desde 2022, quando houve uma desaceleração de 0,68 ponto percentual.
Investidores comemoram e se preocupam
A divulgação de novos dados econômicos teve também impacto na pesquisa eleitoral. Em relação a junho, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) manteve a liderança sobre Flávio Bolsonaro (PL), mas a vantagem diminuiu para 9 pontos percentuais no cenário de segundo turno.
Corte na Selic mantém incertezas
Após cortar a taxa básica de juros em 0,25 ponto percentual e para 14% ao ano, o BC divulgou uma ata que surpreendeu pela tonalidade mais severa sobre as expectativas de inflação.
Perguntas Frequentes
E o dólar vai subir ainda mais?
Analistas esperam que a moeda continue pressionada com o cenário de negociações entre Estados Unidos e Irã. Mas novos movimentos dependem do avanço dessas conversas.
A bolsa deve se recuperar?
Com a incerteza econômica, é improvável uma recuperação rápida nos próximos meses sem sinais de estabilização das taxas de juros e controle da inflação.
Nas eleições, quem tem menos chances agora?
A pesquisa do Ibovespa aponta que a disputa presidencial está mais acirrada. Votação no segundo turno será determinante para o resultado final na urna.
