Ação acusa a gigante das redes sociais de projetar intencionalmente Facebook e Instagram para causar dependência em crianças, com início na terça-feira.

Uma coalizão de estados americanos se prepara para um julgamento marcante contra a Meta, gigante por trás do Facebook e Instagram. O grupo de estados pretende requerer uma indenização colossal de US$ 193 bilhões da empresa.

A acusação central é grave: a Meta teria desenvolvido intencionalmente suas plataformas principais para criar dependência em crianças e adolescentes. O julgamento, que promete ser acompanhado de perto, tem início previsto para a próxima terça-feira e ocorrerá em Oakland, nos Estados Unidos.

Com um total de mais de 3 bilhões de usuários em seus aplicativos, a Meta terá seis semanas para apresentar sua defesa. O desfecho do processo poderá forçar a empresa a modificar seus aplicativos e, caso perca, ainda enfrentar o pagamento de multas pesadas.

Entenda as acusações contra a Meta e as leis violadas

Os promotores, que representam estados como Califórnia, Colorado, Kentucky e Nova Jersey, vão focar em provar que a Meta violou leis federais e estaduais relacionadas à segurança e privacidade de menores. Em 2023, um grupo de estados já havia processado a Meta, levantando suspeitas sobre a criação de funções viciantes para crianças em seus aplicativos, ferindo legislações estaduais.

A alegação é que a empresa projetou recursos específicos para atrair e manter o público infantil e adolescente engajado de forma excessiva, o que configuraria uma intenção deliberada de gerar vício digital nas suas plataformas.

A defesa da Meta diante das acusações de vício infantil

Diante das sérias acusações, a Meta já se manifestou. Um porta-voz da empresa, em declaração à AFP, afirmou que a gigante tecnológica "nega categoricamente essas acusações". A defesa da empresa baseia-se na convicção de que as provas apresentadas no julgamento "vão mostrar seu compromisso de longa data com o apoio aos jovens".

Essa postura reflete a estratégia da empresa em demonstrar responsabilidade social e cuidado com seus usuários mais jovens, buscando refutar qualquer intencionalidade prejudicial em seus designs de produto e algoritmos.

O que está em jogo: Indenização bilionária e modificações nos aplicativos

O valor de US$ 193 bilhões foi confirmado como o montante da indenização reclamada pelos estados. Um advogado dos estados, durante uma audiência, desmentiu uma cifra maior (US$ 1,4 trilhão) que teria sido calculada pela própria Meta "para causar impacto", esclarecendo o valor real da demanda judicial.

Além da multa bilionária, os estados buscam que um juiz obrigue a Meta a modificar o Facebook e o Instagram. Isso significa que, se perder, a empresa poderá ser forçada a redesenhar funcionalidades de seus principais aplicativos para torná-los menos viciantes e mais seguros para o público infantil e adolescente, com um impacto direto no desenvolvimento de novos recursos.

Perguntas Frequentes

Por que a Meta está sendo processada por estados americanos?

A Meta está sendo processada sob a acusação de ter desenvolvido intencionalmente o Facebook e o Instagram com recursos que tornam crianças e adolescentes dependentes das redes sociais, violando leis de segurança e privacidade federais e estaduais.

Qual o valor da indenização que os estados requerem da Meta?

Os estados americanos estão requerendo uma indenização de US$ 193 bilhões da Meta no julgamento, valor que foi esclarecido por um advogado dos estados em audiência, desmentindo cálculos maiores divulgados anteriormente.

Onde e quando o julgamento da Meta terá início?

O julgamento contra a Meta começará na próxima terça-feira, em Oakland, nos Estados Unidos, e está previsto para durar seis semanas, com a defesa da empresa já preparada para o confronto judicial.

A Meta já se posicionou oficialmente sobre as acusações de vício infantil?

Sim, um porta-voz da Meta afirmou à AFP que a empresa "nega categoricamente essas acusações" e que as provas demonstrarão seu compromisso de longa data com o apoio e a segurança dos jovens usuários.