Assessores evitariam ETFs devido a baixa remuneração
O cenário mostra que produtos passivos como ETFs se destacam nos portfólios brasileiros. No entanto, sua recomendação em prateleiras de investimentos tem sido descurada por assessores financeiros.
De acordo com dados da B3, o volume aplicado nesses fundos atingiu R$ 126 bilhões, triplicando ao longo dos últimos anos. Com isso, 870 mil pessoas se interessaram pelo veículo de investimento, mais do que a renda fixa tradicional.
Falta de comissões é responsável pela preferência por outros produtos
Na estrutura de compensação do mercado financeiro, os fundos comuns dependem das chamadas 'rebates' para assessoria e plataforma. Por outro lado, ETFs, sendo veículos fechados negociados na bolsa, não pagam essas comissões.
A evolução dos canais bancários digitais propulsa a demanda
Bancos como XP e BTG Pactual têm ajudado essa tendência. Seus aplicativos funcionam quase como um 'iFood' de investimentos, com destaque dado aos ETFs.
Como resultado, o modelo tradicional, comissionado, pode não se adaptar bem ao novo cenário, pois a oportunidade financeira para assessores é limitada. Em contrapartida, os canais digitais permitem maior diversificação e rentabilidade para os clientes.
