Justiça bloqueia contas de Banco Master e empreiteiros no caso de perda financeira de R$ 15 milhões
A Justiça do Rio de Janeiro determinou o bloqueio imediato das contas bancárias do Banco Master, da Trustee Distribuidora de Títulos, da Axor Asset LTDA., de Alexandre Marchesani Canata e Felipe Mota Separovic Rodrigues. O motivo é uma investigação que identificou perdas financeiras consideráveis para o estado, com valor estimado em R$ 15 milhões.
A decisão veio após um aporte da Rioprevidência no valor de R$ 150 milhões em um fundo de investimento cujas ações sofriam queda significativa. O juiz Wladimir Hungria, da Vara de Fazenda Pública, avaliou que houve sinais de fraude e gestão temerária na operação.
Investigação aponta gestão temerária
O magistrado identificou que a escolha de investir massivamente em um único ativo poderia indicar uma possível fabricação de demanda para inflacionar o valor das ações ou exposição desnecessária ao risco de perda financeira. “A sofisticação dos atos fraudatórios revela que a sua execução não seria possível sem o domínio do fato pelos evolvidos durante a operação que culminou com a pulverização do dinheiro público alocado,” afirmou o juiz Wladimir Hungria.
Situação atual
Entre julho e agosto de 2025, o Rioprevidência realizou um investimento no Fundo Texas i FIA, cerca de 98% do qual estava exposto às ações da Ambipar. Após um ano, houve uma valorização acentuada das ações dessa empresa, resultando em prejuízo significativo para o investidor.
Perguntas Frequentes
O que é a Operação Texa i FIA?
A operação envolveu um investimento de R$ 150 milhões do Rioprevidência em ações da Ambipar até que ocorreu uma queda significativa no preço das ações, resultando em um prejuízo financeiro de quase R$ 15 milhões.
Quem são os responsáveis pelas contas bloqueadas?
A decisão judicial foi tomada contra o Banco Master, da Trustee Distribuidora de Títulos, da Axor Asset LTDA., e os empresários Alexandre Marchesani Canata e Felipe Mota Separovic Rodrigues.
Como a perda impactará a gestão do Rio de Janeiro?
A perda financeira poderá afetar diretamente as políticas públicas e os serviços oferecidos pelo estado. A decisão judicial pretende recuperar esse valor por meio das contas bloqueadas.
