Milei propõe reforma do Banco Central para evitar financiamento do governo

Javier Milei apresentou um projeto de lei que proibirá o Banco Central argentino de fornecer recursos financeiros aos gastos governamentais, reforçando a independência institucional.

O discurso se deu no Palácio Presidencial na quinta-feira (30), com Javier Milei reafirmando a intenção de fortalecer o Banco Central e impedir que políticas públicas levem ao enfraquecimento financeiro da instituição. O projeto estabelece ainda que a destituição do presidente do Banco Central requer votos de dois terços dos parlamentares em ambas as casas do Congresso.

Independência e limites

Milei defende uma mudança na missão principal da instituição, voltando-se à preservação do valor do peso argentino. A última atualização na carta orgânica de 2012 lhe concedeu maiores poderes a fim de estabilizar monetariamente o país.

Desafios econômicos

A proposta surge em meio à tentativa do novo governo de controlar a inflação levando a um controle rigoroso das finanças públicas. Desde dezembro de 2023, medidas já foram implementadas para eliminar déficits fiscais e proibir a emissão monetária.

Perguntas Frequentes

Como funciona o atual Banco Central?

Desde 2012, a instituição também é responsável por estabelecer metas de inflação e gerar empregos. Além disso, a missão de preservar o valor do peso foi ampliada para incluir estabilidade monetária.

O que Milei planeja mudar exatamente?

A proposta determina que o principal propósito do Banco Central seja preservar o valor do peso, revertendo um mandato expandido em 2012 e restringindo significativamente a atuação na política econômica.