Agente de segurança participou de esquema no Aeroporto Eduardo Gomes, em Manaus, e perderá o cargo público; outras três pessoas também foram condenadas.
Um policial federal foi sentenciado a uma pena de 26 anos e sete meses de prisão por seu envolvimento em uma rede de tráfico de drogas que operava no Aeroporto Internacional Eduardo Gomes, em Manaus. A decisão judicial, divulgada na última terça-feira, 25 de agosto, também determina a perda do cargo público para o agente.
O agente de segurança foi considerado culpado por uma série de crimes graves. Entre as acusações que resultaram na condenação estão tráfico de drogas, associação ao tráfico, lavagem de capitais, violação de sigilo funcional e utilização indevida de acesso restrito.
Segundo a denúncia apresentada pelo Ministério Público Federal (MPF), o policial tinha um papel crucial no esquema. Ele era responsável por colocar entorpecentes na área de embarque do aeroporto e também por fornecer informações privilegiadas que auxiliavam o grupo a evadir a fiscalização.
Detalhes do esquema de tráfico no aeroporto de Manaus
A investigação revelou a sofisticação do método utilizado pelos criminosos. Um dos envolvidos entrava no aeroporto com uma mochila vazia, passava pela inspeção de segurança e, em seguida, recebia uma segunda mochila, já com as drogas. Esta bagagem ilícita era introduzida na área de embarque diretamente pelo agente público.
O policial federal não só facilitava a entrada das substâncias, como também, de acordo com o MPF, utilizava seu acesso restrito e informações confidenciais para garantir que a quadrilha pudesse operar sem ser detectada pelas autoridades.
Outros envolvidos e suas funções na Operação GateKeeper
Além do agente federal, outras três pessoas também foram condenadas por participação no esquema de tráfico. A prisão do grupo ocorreu em março de 2025, durante a Operação GateKeeper, que desmantelou a organização criminosa.
Cada membro tinha uma função bem definida na estrutura do tráfico. Um dos condenados, responsável pela logística de transporte das drogas, recebeu uma pena de 16 anos, 9 meses e 7 dias de reclusão. Os outros dois, que atuavam como transportadores diretos dos ilícitos, foram sentenciados a 4 anos e 9 meses de prisão cada um.
Ocultação de bens e lavagem de dinheiro pelo policial federal
Durante as investigações que antecederam a condenação, também foi descoberto que o policial federal empregava táticas para ocultar a origem ilícita dos valores que recebia. Para isso, ele registrava a aquisição de bens em nome de seu cônjuge, caracterizando o crime de lavagem de capitais.
Essa prática tinha como objetivo dissimular a verdadeira proveniência do dinheiro obtido com as atividades ilegais, tentando dar uma aparência de legalidade aos recursos adquiridos por meio do tráfico de drogas e da corrupção funcional.
Perguntas Frequentes
Quem foi o policial federal condenado em Manaus?
Um policial federal foi condenado por envolvimento em um esquema de tráfico de drogas no Aeroporto Internacional Eduardo Gomes, em Manaus. Seu nome não foi divulgado na fonte.
Qual a pena aplicada ao policial federal?
O policial federal foi sentenciado a 26 anos e sete meses de prisão. Além da pena de reclusão, ele também perderá o cargo público que ocupava.
Quais crimes levaram à condenação do agente?
O agente foi condenado por tráfico de drogas, associação ao tráfico, lavagem de capitais, violação de sigilo funcional e utilização indevida de acesso restrito.
O que foi a Operação GateKeeper?
A Operação GateKeeper foi a ação policial que resultou na prisão do policial federal e de outros três envolvidos no esquema de tráfico de drogas no Aeroporto de Manaus, ocorrida em março de 2025.
Quantas pessoas foram condenadas no total neste caso?
No total, quatro pessoas foram condenadas neste caso. Além do policial federal, outras três pessoas, que tinham funções de logística e transporte de drogas, também receberam sentenças de prisão.
