Prazo para oficializar a intenção de disputar o Palácio do Planalto terminou no sábado (15/8); Justiça Eleitoral agora analisa os pedidos.
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) encerrou o prazo para o registro de candidaturas à Presidência da República para as eleições de 2026, recebendo um total de 13 pedidos. A oficialização por partidos, federações e coligações ocorreu até as 19h do último sábado, 15 de agosto, marcando o fim de uma etapa crucial na corrida pelo Palácio do Planalto.
É fundamental ressaltar que o simples protocolo de um pedido de registro não garante a candidatura automática. Todos os nomes protocolados passarão por uma rigorosa análise da Justiça Eleitoral, que irá verificar se os postulantes cumprem todos os requisitos legais para concorrer.
A campanha eleitoral já tem início oficial neste domingo, 16 de agosto, abrindo caminho para os candidatos pedirem votos e realizarem os primeiros atos públicos. Entre os nomes que buscam a cadeira presidencial, um dos destaques é o empresário Pablo Marçal (PRTB), cuja situação é peculiar devido a uma inelegibilidade prévia.
O processo de registro e os prazos eleitorais
O encerramento do prazo para o registro de candidaturas é um marco importante no calendário eleitoral. Após essa fase, a Justiça Eleitoral inicia a checagem dos documentos e condições de elegibilidade de cada candidato. Este processo é essencial para assegurar a lisura e a conformidade legal de todos os participantes.
Com a oficialização das candidaturas, a máquina eleitoral se aquece. O primeiro turno das eleições está agendado para o dia 4 de outubro. Caso nenhum candidato obtenha a maioria absoluta dos votos válidos, um segundo turno será realizado em 25 de outubro para definir o próximo presidente da República.
O caso de Pablo Marçal e a inelegibilidade na disputa presidencial
A candidatura de Pablo Marçal (PRTB) gerou repercussão ao ser a última a ser registrada no TSE. O empresário, que estava inelegível, conseguiu uma liminar da Justiça Eleitoral neste sábado. A decisão reconheceu provisoriamente sua filiação ao PRTB, com efeitos retroativos a 4 de abril, data-limite para filiações partidárias de candidatos.
Apesar da liminar permitir o registro, a medida não suspendeu a inelegibilidade de Marçal. Ele acumula condenações no Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) relacionadas à sua campanha para a Prefeitura de São Paulo em 2024. Atualmente, o empresário está impedido de concorrer até 2032, o que significa que sua candidatura ainda depende de uma decisão final da Justiça Eleitoral sobre sua situação.
A inclusão de Marçal na disputa ocorreu após uma movimentação interna no PRTB. Horas antes do prazo final, a Executiva Nacional do partido aprovou a saída de Leonardo Avalanche, que até então era o candidato da legenda ao Palácio do Planalto, para abrir espaço ao empresário.
Os 13 candidatos que registraram a Presidência em 2026
Conheça os nomes que protocolaram suas candidaturas junto ao TSE para as eleições presidenciais de 2026:
Luiz Inácio Lula da Silva (PT): Atual presidente da República, busca um novo mandato no Palácio do Planalto. Ex-metalúrgico e ex-líder sindical, já comandou o país entre 2003 e 2010, retornando à Presidência em 2023.
Flávio Bolsonaro (PL): Senador pelo Rio de Janeiro desde 2019, é advogado, empresário e filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Antes de chegar ao Senado, foi deputado estadual no Rio por quatro mandatos.
Ronaldo Caiado (PSD): Médico de formação, deixou o governo de Goiás, que comandou entre 2019 e 2026, para a disputa presidencial. Tem uma longa trajetória no Congresso Nacional como deputado federal e senador.
Romeu Zema (Novo): Empresário e ex-governador de Minas Gerais, chegou à política eleitoral em 2018, sendo reeleito em 2022. Deixou o cargo em 2026 para concorrer ao Planalto, tendo vasta experiência no Grupo Zema, fundado por sua família.
Renan Santos (Missão): Um dos fundadores e principais dirigentes do Movimento Brasil Livre (MBL), preside nacionalmente o Missão, partido criado a partir do grupo. Empresário e ativista político, nunca exerceu cargo eletivo.
Augusto Cury (Avante): Psiquiatra, escritor e empresário, ficou conhecido nacionalmente por seus livros sobre psicologia e desenvolvimento pessoal. Autor de obras como “O Vendedor de Sonhos”, faz sua estreia em uma disputa eleitoral em 2026.
Samara Martins (Unidade Popular): Dentista do Sistema Único de Saúde (SUS), atua em movimentos populares, de mulheres e do movimento negro. Foi candidata a vice-presidente em 2022 e integra a direção nacional da legenda.
Hertz Dias (PSTU): Professor de História, rapper e militante do movimento negro, é filiado ao PSTU. Já participou de outras eleições, incluindo a Vice-Presidência em 2018 e governos estaduais.
Edmilson Costa (PCB): Doutor em Economia pela Unicamp, é dirigente histórico do Partido Comunista Brasileiro desde a década de 1970. Também é autor de livros e já disputou a vice-presidência da República em 2010.
Rui Costa Pimenta (PCO): Jornalista e presidente nacional do Partido da Causa Operária, é um nome recorrente nas eleições presidenciais, tendo concorrido em 2002, 2010 e 2014. Foi fundador do PT e participou da criação do PCO.
Clariana Barão (Democracia Cristã): Advogada do Mato Grosso, preside o diretório estadual do Democracia Cristã. Escolhida para a corrida presidencial após o partido ficar sem nomes inicialmente cogitados, é sua primeira tentativa de cargo eletivo.
Wilson Grassi (Democrata): Veterinário, construiu sua atuação pública na defesa e proteção animal. Já disputou eleições para deputado e vereador em São Paulo, mas nunca foi eleito. Foi escolhido pelo Democrata (antigo PMB) para a Presidência.
Pablo Marçal (PRTB): Empresário e influenciador digital, ganhou projeção na política ao disputar a Prefeitura de São Paulo em 2024. Sua candidatura em 2026 ocorre substituindo Leonardo Avalanche e ainda aguarda validação devido à inelegibilidade.
Perguntas Frequentes
Quando terminou o prazo para registro de candidaturas à Presidência?
O prazo para o registro de candidaturas à Presidência da República junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) encerrou no sábado, 15 de agosto, às 19h.
O que significa ter a candidatura registrada no TSE?
O registro no TSE é a formalização da intenção de concorrer. No entanto, ele não garante automaticamente a candidatura; todos os pedidos passam por análise da Justiça Eleitoral para verificação de elegibilidade e conformidade legal.
Pablo Marçal pode, de fato, ser candidato mesmo sendo inelegível?
Pablo Marçal obteve uma liminar que reconheceu sua filiação partidária retroativa, permitindo o registro. Contudo, essa medida não suspende sua inelegibilidade até 2032, e a validação final de sua candidatura ainda depende de decisões da Justiça Eleitoral.
Quando a campanha eleitoral para a Presidência começa oficialmente?
A campanha eleitoral para as eleições presidenciais de 2026 começou oficialmente no domingo, 16 de agosto, data a partir da qual os candidatos estão aptos a pedir votos e realizar atos de campanha.
Quais as datas do primeiro e segundo turno das eleições presidenciais?
O primeiro turno das eleições presidenciais de 2026 está marcado para 4 de outubro. Se houver necessidade, o segundo turno será realizado em 25 de outubro.
