Com 100 dias do primeiro turno da próxima eleição presidencial, marcado para 4 de outubro, o interesse pelas pesquisas de intenção de voto cresce, mas a projeção antecipada do desfecho nas urnas permanece imprecisa. Em 2022, o cenário eleitoral era sensivelmente distinto: em junho, Lula (PT) já liderava com vantagem expressiva sobre Jair Bolsonaro (PL), enquanto os resultados finais do segundo turno foram os mais acirrados da história brasileira, com vitória do petista por 50,9% a 49,1%.

Em junho de 2022, o Datafolha (23/06) apontava Lula com 47% no primeiro turno, contra 28% de Bolsonaro. Na simulação de segundo turno, o petista liderava por 23 pontos: 57% a 34%. Poucos dias depois, a Quaest (06/07) indicava 45% para Lula e 31% para Bolsonaro no primeiro turno, com projeção de segundo turno de 53% a 34% para o petista. Já o Paraná Pesquisas, no mesmo dia, mostrou números mais condizentes com os resultados finais: 41,1% para Lula e 35,1% para Bolsonaro no primeiro turno, com projeção de segundo turno de 48% a 39,3%.

Em 2026, quatro institutos divulgaram novas pesquisas de intenção de voto para a Presidência. Em todas, Lula aparece à frente de Flávio Bolsonaro (PL) na projeção de um eventual segundo turno. A Nexus/BTG (15/06) mostrou Lula com 49% e Flávio com 43%, com margem de erro de dois pontos. A CNT/MDA (16/06) apontou vantagem mais confortável: 49,3% a 36,8%, com margem de erro de 2,2 pontos. O Datafolha (20/06) registrou 49% para Lula e 43% para Flávio. A PoderData/Aya (25/06) indicou 46% a 43%, um empate técnico considerando a margem de erro de dois pontos percentuais.

Os dados reforçam que, embora as pesquisas sejam ferramentas importantes, a projeção antecipada do resultado eleitoral não é uma ciência exata, especialmente em cenários de alta volatilidade e polarização.

Fonte original: Carta Capital – Política.