A abstenção tem crescido em eleições e desafia voto obrigatório

Os eleitores brasileiros têm se mostrado cada vez mais indiferentes às urnas, levando especialistas a apontar uma tendência preocupante durante as eleições.

O percentual de abstêmios chegou a 20,9% no primeiro turno das últimas eleições em 2022, com altas nas regiões amazônicas e pequenas cidades. Pesquisas indicam que, entre as pessoas que se ausentaram, o perfil do eleitor alinhou-se mais com aquelas com baixa escolaridade e simpatizantes da esquerda.

Especialistas apontam causas para a alta abstenção

Segundo o cientista político Jairo Nicolau, professor da FGV, a dificuldade de acessar locais de votação em certos lugares se soma à falta de interesse pela disputa. Essa situação resultou na multa quase simbólica pelo não cumprimento do voto obrigatório.

Mulheres votam mais: abstenção feminina prejudica Lula

A taxa de abstenção foi menor entre as mulheres, cuja intenção de voto era majoritariamente para Lula. Cientistas políticos apontam a baixa participação das mulheres como um fator desfavorável à esquerda.

Como solucionar o problema?

Bloqueios como multas mais elevadas e campanhas de conscientização podem ser usados. O cientista político Antônio Alkmin destaca que a falta de título eleitoral é outro problema - hoje em dia, 5% da população tem potencial para ter o títulode eleitor mas não têm.

Perguntas Frequentes

O que são eleições com abstenção alta?

Eleições com grande número de votantes que se ausentaram, dificultando a contagem dos votos e o resultado final.

Qual a diferença entre voto obrigatório e facultativo?

O voto obrigatório exige que todos os cidadãos entre 18 e 70 anos façam sua doação, enquanto o facultativo permitiria que o eleitor não votasse se não quisesse.

Por que a abstenção tem aumentado?

A maior dificuldade de acesso às urnas, o desinteresse pela campanha e até a desatualização do cadastro de eleitores estão entre as razões apontadas pelos especialistas.