A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro solicitou ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), a **manutenção da prisão domiciliar humanitária**, apresentando novos argumentos sobre a saúde do ex-presidente e esclarecimentos acerca da apreensão de uma arma em sua residência[1][3]. O advogado Paulo Cunha Bueno, que representa Bolsonaro, afirmou ter se reunido pessoalmente com Moraes nesta terça-feira, 30, e relatou que o ministro demonstrou **preocupação com a condição clínica** do ex-presidente e considerou relevantes os argumentos apresentados[1][4].

Em um post na plataforma X, Cunha Bueno destacou que Moraes, com "muita urbanidade", deu "audição atenta" aos argumentos trazidos, tanto sobre a situação médica atual quanto sobre a questão referente à arma encontrada na residência[1]. O advogado explicou que os elementos apresentados justificam a continuidade da medida, afirmando que os argumentos são "relevantes e encontram-se com fundamentos bastantes para a manutenção do regime domiciliar"[1]. Segundo a defesa, o caso de Bolsonaro "ostenta os requisitos de cariz humanitário a justificar a custódia domiciliar excepcional"[1].

O pedido da defesa ocorre enquanto o STF analisa a continuidade da prisão domiciliar de Bolsonaro, que foi autorizada por Moraes em março por 90 dias, com base na recuperação de uma broncopneumonia[1][3]. Além das justificativas médicas, o caso passou a incluir uma nova frente de apuração para verificar se o ex-presidente cometeu falta grave em razão da apreensão da arma[1]. A Procuradoria-Geral da República (PGR), representada pelo procurador-geral Paulo Gonet, defende que o STF aguarde a conclusão dessa investigação antes de decidir sobre o descumprimento das condições do regime[1]. Gonet afirmou que o episódio da arma, isoladamente, não comprova a prática de falta disciplinar grave e que a eventual punição deve considerar os efeitos concretos da conduta sobre o cumprimento da pena[1].

A decisão final sobre a manutenção da prisão domiciliar depende exclusivamente de Alexandre de Moraes, que deverá reavaliar a presença de requisitos necessários para a manutenção da medida, inclusive com perícia médica, se houver necessidade[4]. Relatórios médicos semanais enviados ao STF indicam melhora gradual no quadro clínico de Bolsonaro, especialmente em relação à condição pulmonar, embora o ex-presidente ainda enfrenta episódios de dor, fadiga e soluços que impactam o ritmo da reabilitação[3].

Fonte original: Revista Oeste – Política.