Durante a Copa do Mundo, o consumo de álcool e ultraprocessados nas reuniões para assistir aos jogos tem ganhado espaço e exige atenção redobrada. Uma pesquisa recente aponta que 72% dos brasileiros preferem acompanhar as partidas em casa, ambiente onde o consumo de petiscos aumenta significativamente durante as transmissões, muitas vezes sem que o torcedor perceba a quantidade ingerida[1][2].
De olho no jogo da Seleção Brasileira contra a Escócia, o médico especialista em emagrecimento Edson Ramuth alerta que a combinação de telas, bebidas alcoólicas e petiscos ultraprocessados faz as pessoas ignorarem os sinais biológicos de saciedade[2]. "Quando a atenção está voltada para o jogo, muitas pessoas deixam de perceber os sinais de fome e saciedade. Isso favorece o consumo automático de petiscos e bebidas, aumentando significativamente a ingestão calórica ao longo de poucas horas", explica o médico[2]. Ele reforça que amendoins, batatas fritas e salgadinhos são os principais vilões desse consumo repetitivo[1][2].
Ramuth destaca quatro hábitos prejudiciais comuns durante os jogos:
- Beliscar por distração: manter aperitivos ao alcance das mãos durante toda a transmissão favorece o consumo automático e excessivo de calorias sem que o torcedor note[2].
- Abuso do álcool: o consumo de bebidas alcoólicas desregula o controle sobre as escolhas alimentares, eleva o apetite e mascara a real percepção de saciedade do corpo[2].
- Jejum compensatório: passar horas sem comer antes do evento para "compensar" os abusos gera o efeito oposto, aumentando a fome e o risco de exageros na hora do jogo[2].
- Excesso de ultraprocessados: tornar salgados fritos e embutidos a refeição principal eleva sódio e gorduras; o ideal é equilibrar a mesa com opções que dão mais saciedade[2].
Para evitar o ganho de peso em momentos de lazer na sala de casa, o especialista recomenda comer de forma consciente e fazer substituições estratégicas no cardápio[2]. Em vez de focar apenas em ultraprocessados, a orientação é introduzir alternativas que promovam saciedade, como espetinhos de frango, milho cozido, queijos, frutas e castanhas[1][2]. Caso haja evento, manter uma rotina alimentar estável ao longo do dia ajuda no autocontrole diante dos petiscos[1].
"Para reduzir o impacto calórico, evite manter itens de fácil consumo à mão durante toda a transmissão. Substituições simples podem manter o sabor sem descambar para ultraprocessados", sugere Ramuth[1]. O médico pondera que um evento isolado não arruinará o emagrecimento, mas sim a repetição desses erros. "Uma alimentação equilibrada não exige restrições extremas. O mais importante é buscar equilíbrio na maior parte da rotina", finaliza o especialista[2].
A torcida não deve servir de justificativa para excessos alimentares ou para o consumo exagerado de bebidas alcoólicas, orienta o especialista[3]. Além da alimentação, a hidratação deve ser mantida, principalmente quando há consumo de álcool[3]. Pequenas adaptações na rotina, como uma caminhada antes das partidas, já fazem diferença[3].
