Estudo sugere que alimentação saudável pode diminuir risco de demência

Uma pesquisa publicada na revista JAMA Network Open aponta que adotar uma dieta anti-inflamatória pode ser fundamental para reduzir o risco de desenvolver demência. O estudo acompanhou mais de 1.800 adultos com 60 anos ou mais, e revelou que essa alimentação pode beneficiar tanto quem ainda não demonstra sinais da doença quanto aqueles que já apresentam riscos biológicos.

Os pesquisadores notaram que as pessoas que se alimentavam de formas anti-inflamatórias, com maior consumo de vegetais, frutas e grãos integrais, tinham menor potencial inflamatório e menos chance de desenvolver demência. Entre os participantes com níveis elevados do biomarcador p-tau217, ligado à doença de Alzheimer, houve uma redução de 29% no risco desses casos avançarem para a demência.

Biomarcadores associados

Os investigadores também analisaram outros marcadores sanguíneos relacionados ao Alzheimer e lesões cerebrais, revelando ainda mais evidências da importância de uma alimentação equilibrada nesta batalha contra a demência.

Conforme informação divulgada por Metrópoles – Saúde, os resultados reforçam que além de cuidados médicos tradicionais, medidas simples como o equilíbrio na alimentação podem fazer a diferença no combate à doença.

Perguntas Frequentes

Qual é a dieta anti-inflamatória?

A principal sugestão de especialistas é adotar uma alimentação baseada em alimentos integrais e minimamente processados, limitando ultraprocessados, carnes vermelhas e muito açúcar.

Há chances de prevenir a demência totalmente?

Embora o estudo indique a importância da dieta anti-inflamatória, é importante frisar que até 45% dos casos podem ser evitados com ação conjunta. Ainda não há cura conhecida.