Com o preço do suplemento quase triplicando, Growth e Grupo Supley param negócios; frigoríficos como JBS e MBRF investem em colágeno.

O mercado de suplementos alimentares no Brasil vive um período de turbulência. A disparada nos preços do whey protein, ingrediente essencial para muitos produtos, está redefinindo o setor. Seu valor quase triplicou no cenário internacional.

Essa alta é impulsionada pela crescente demanda por proteínas, em parte devido ao uso de medicamentos para emagrecimento, como Ozempic e Mounjaro (classe GLP-1). A valorização da matéria-prima tem freando negócios bilionários, paralisando planos de venda e captação de recursos de grandes empresas do segmento.

No entanto, o revés para o whey se traduz em oportunidade para outros. Gigantes frigoríficas como JBS e MBRF estão investindo pesado no colágeno. Este subproduto, antes descartado, surge como uma alternativa proteica de alto valor, prometendo margens de lucro significativas.

Alta no Whey Protein: Negócios Congelados

A valorização do whey protein tem impactado diretamente os balanços das grandes empresas de suplementos. A Growth, considerada a maior do país, teve seu processo de venda suspenso. Em agosto do ano passado, a Merama, holding de marcas de consumo na América Latina, havia contratado o Goldman Sachs para vender a companhia, com uma avaliação inicial de R$ 4 bilhões.

Contudo, a instabilidade nos custos da matéria-prima colocou o negócio "on hold\