Andy Burnham confirmou nesta segunda-feira (22) que se candidatará à liderança do Partido Trabalhista e ao cargo de primeiro-ministro do Reino Unido, poucos minutos após o anúncio de Keir Starmer sobre sua renúncia após menos de dois anos no poder[2][3].
Burnham, ex-prefeito de Grande Manchester por nove anos e recentemente eleito para o Parlamento britânico pelo círculo de Makerfield, é conhecido como 'rei do Norte' e é visto como a esperança para revitalizar o Partido Trabalhista, que governa o país[2].
Para poder concorrer à liderança do partido, Burnham precisava de uma cadeira no Parlamento, condição que conquistou na eleição suplementar da semana passada[1]. O Comité Executivo Nacional do Partido Trabalhista havia autorizado sua participação no processo de seleção de candidatos em 15 de maio, após a demissão do deputado por Makerfield, Josh Simons[1].
Wes Streeting, ex-ministro da Saúde que renunciou em maio e havia anunciado sua intenção de disputar a liderança, afirmou nesta segunda-feira que vai apoiar Burnham[2]. Com esse apoio, Burnham pode se tornar líder trabalhista e primeiro-ministro sem a necessidade de uma eleição, tomando posse já em julho, caso não tenha oposição[5].
Burnham já concorreu duas vezes, sem sucesso, à liderança do Partido Trabalhista, em 2010 e 2015[2]. Agora, com a vitória decisiva na eleição parlamentar e a renúncia de Starmer, ele está mais próximo de seu objetivo de levar a mudança implementada em Grande Manchester para todo o Reino Unido[1].
Starmer anunciou que o processo de seleção do novo líder começará em 9 de julho e será concluído antes do recess em setembro, garantindo que o novo líder esteja em posto antes do retorno do Parlamento em setembro[3]. Ele permanecerá como primeiro-ministro até o fim da disputa[3].
