Apesar da operação da Polícia Federal que o liga ao esquema de fraudes do Banco Master, o senador **Jaques Wagner (PT-BA)** mantém sólida posição nas intenções de voto para o Senado da Bahia, com **36,7%**, segundo uma nova pesquisa divulgada em 1º de julho pelo instituto Paraná Pesquisas[1]. O levantamento, realizado entre 27 e 30 de junho em 64 municípios baianos com 1.500 entrevistas, é um dos primeiros após a deflagração da Operação Compliance Zero, que incluiu Wagner como alvo de 18 mandados de busca e apreensão[2].
Wagner, que vai buscar a reeleição em 2026, é o **segundo colocado** na disputa, atrás apenas do também petista **Rui Costa**, que lidera com **50,6%** das intenções de voto[1]. A pesquisa indica, no entanto, uma **queda de quase 4 pontos percentuais** na preferência de Wagner: em levantamento anterior do mesmo instituto, ele tinha 40,6% das intenções de voto[1]. A rejeição ao seu nome também cresceu, passando de 26,2% em maio para **30,7%** atualmente[1].
Wagner renunciou à liderança do governo no Senado após a operação e nega as acusações, afirmando que sua prioridade é "provar minha inocência e me dedicar à reeleição do presidente Lula e do governador Jerônimo Rodrigues, além da minha reeleição junto com Rui Costa para o Senado"[4]. A operação da PF apontou que ele teria recebido "vantagens indevidas" do Banco Master para favorecer interesses do banqueiro Daniel Vorcaro e de seu ex-sócio Augusto Lima[1].
Os demais percentuais da pesquisa são: João Roma (PL) – 23,2%; Angelo Coronel (Republicanos) – 22,4%; Marcelo Santtana (DC) – 5,3%; Delliana Ribeiro (PSOL) – 3,9%; Não sabe/não opinou – 6,1%; Nenhum/branco/nulo – 14,9%[1]. A margem de erro é de 2,6 pontos percentuais, e o levantamento foi registrado no TSE com o código BA-04848/2026[1].
Fonte: Carta Capital – Política.
