A Argentina e a China renovaram o acordo cambial que proporciona uma importante fonte de reservas internacionais até as próximas eleições presidenciais.
O Banco Central da Argentina (BCA) acaba de renovar, por cinco anos, sua linha de swap cambial de aproximadamente US$ 19 bilhões com o Banco do Povo da China (PBOC).
A renovação abrange toda a linha do swap, enquanto a parcela já utilizada pela Argentina desde 2023 permanece em cerca de US$ 5 bilhões. Além disso, a duração do contrato foi ampliada em dois anos, fortalecendo a cooperação entre as duas instituições.
Cooperação Estreita
O BCA reuniu-se com o PBOC durante um simpósio promovido pelo Banco de Compensações Internacionais (BIS), em Xangai, onde foi sinalizado que as partes negociam a renovação do swap nos mesmos termos adotados anteriormente.
Vencimentos e Desafios Futuros
Cerca de US$ 5 bilhões permanecem ativos dentro da linha do swap, restando cerca de US$ 680 milhões desde que Javier Milei assumiu a presidência. Apesar das tensões geopolíticas entre Estados Unidos e China, o acordo foi renovado, garantindo estabilidade cambial até as próximas eleições presidenciais.
O governo argentino encontra pressão para manter esse fundo de forma sustentável até 2027, quando terá de honrar vencimentos significativos em dívida.
Perguntas Frequentes
Qual é o valor total do novo acordo entre Argentina e China?
O novo acordo prevê uma linha de swap cambial de aproximadamente US$ 19 bilhões, com a maior parte não utilizada e mantida ativa para cobertura futura.
Quanto tempo mais essa renovação será válida?
A renovação do acordo foi feita por cinco anos, abrangendo todas as linhas de swap existentes entre as duas nações.
Haverá outras viagens oficiais em relação a esse novo acordo?
Durante os próximos meses, o ministro da Economia e o secretário de Relações Econômicas Internacionais viajarão à China após concluir as negociações comerciais.
