O instituto AtlasIntel confirmou que divulgará, na próxima terça-feira, uma nova pesquisa de intenção de voto para a Presidência da República nas eleições de 2026, após o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) suspender a divulgação da rodada de maio por suspeita de indução ao eleitor[1][2].

A nova sondagem será realizada com 5.000 entrevistas pela internet, apresentando margem de erro de um ponto percentual[2]. Além de atualizar os números da corrida ao Palácio do Planalto, o levantamento incluirá questões sobre temas relevantes, como a operação da Polícia Federal contra o senador Jaques Wagner (PT-BA) no Caso Master e o risco de interferência de Donald Trump na eleição brasileira[2].

Esta será a primeira rodada do AtlasIntel após o presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, determinar a suspensão da divulgação da pesquisa de maio, que apontou queda nas intenções de voto de Flávio Bolsonaro (PL)Lula (PT) liderava os cenários de primeiro e segundo turnos, com 47% e 48,9% das intenções de voto, respectivamente, contra 34% e 41,8% de Flávio[5].

A decisão liminar de Kassio Nunes Marques, baseada em pedido do Partido Liberal (PL), alega que o questionário foi construído para induzir respostas que prejudicariam o senador[2]. O ministro apontou suspeitas de indução, incluindo a divulgação de áudio de investigação, e determinou que a AtlasIntel apresente documentação técnica complementar sobre a metodologia, especialmente quanto ao uso do áudio[2].

O caso ainda será analisado pelo colegiado do TSE, que deve levar a decisão liminar a referendo[1][2]. A ministra Estela Aranha pediu vista e adiara a conclusão do julgamento, mantendo válida a suspensão da divulgação até decisão final[2]. O AtlasIntel afirma que não houve irregularidades na elaboração do estudo e que o áudio foi mostrado apenas após as respostas às questões principais[2][3].

Representantes do instituto destacam que os resultados da pesquisa suspensa foram confirmados por levantamentos posteriores, que apontaram impacto semelhante ou até maior nas intenções de voto de Flávio Bolsonaro[3][4]. O CEO da empresa, Andrei Roman, afirmou que não reconhece viés político na elaboração do estudo e confia na robustez técnica e legalidade da pesquisa[3].