Autarquia foca em aprimorar a qualidade, disponibilidade e segurança do compartilhamento de dados, garantindo avanço e competição saudável entre instituições financeiras.

O Banco Central (BC) está em processo de revisão dos aspectos de monitoramento do Open Finance brasileiro, sistema que já opera localmente há cinco anos e é reconhecido como o maior do mundo. O objetivo principal é otimizar a performance das instituições participantes e aprimorar a experiência dos usuários, garantindo um ecossistema robusto e eficiente.

Essa revisão abrange os mecanismos utilizados para acompanhar a qualidade, disponibilidade, segurança e eficiência do compartilhamento de informações entre bancos, fintechs e demais entidades. A intenção da autarquia não é punitiva, mas sim assegurar que as instituições mantenham um alto nível de desempenho e desenvolvam casos de uso inovadores.

A iniciativa, que deve ter seus detalhes compartilhados com o mercado nos próximos meses, visa atualizar a regulação e o acompanhamento de dados, promovendo um ambiente de competição saudável e constante evolução no setor financeiro digital, conforme informação divulgada por ECONOMIA.

Monitoramento de Dados: Prioridade Máxima do Banco Central

O monitoramento de dados é um dos focos de maior energia para o Banco Central atualmente. Matheus Rauber, chefe de subunidade do Departamento de Regulação (Denor) do BC, afirmou que o BC está "muito focado nisso" para "garantir que as instituições tenham essa boa performance". Ele destacou a importância de desenvolver bons casos de uso para oferecer a melhor experiência ao usuário do Open Finance.

O BC acompanha de perto o mercado e o trabalho da Associação Open Finance, realizando reuniões semanais sobre o tema e "atuando quando necessário". A revisão atual é "grande em relação a diversos aspectos referentes ao monitoramento do Open Finance", e os resultados devem ser divulgados nos próximos meses, conforme Rauber, que participou da live do Radar Regulatório "O futuro do Open Finance", uma iniciativa de Finsiders Brasil e Fintech School.

Associação Open Finance Investe em Transparência e Competição Saudável

A Associação Open Finance Brasil também tem feito "grande investimento" no tópico de monitoramento. Segundo Ana Carla Abrão Costa, CEO da associação, o monitoramento hoje apresenta um "nível de granularidade, informação, transparência e qualidade não visto inicialmente".

Os esforços, incluindo a plataforma de coleta de métricas (PCM) e melhorias nos reportes, geraram uma "estabilização nos painéis de monitoramento nos últimos oito meses", que permitem acompanhar a evolução do ecossistema. Ana Carla enfatizou que isso "gerou uma certa competição saudável", com notas comparativas sendo publicadas e levadas ao Banco Central e aos participantes, um avanço significativo para a governança do Open Finance.

Avanços e Potencial Futuro no Monitoramento de PJ e PF

Executivos do setor veem no monitoramento o maior potencial de melhoria para o ecossistema. Daniel Ruhman, CEO e fundador da fintech Cumbuca, ressalta que até outubro do ano passado não havia sequer marcação específica para pessoas jurídicas (PJ) e pessoas físicas (PF) no monitoramento.

Ferramentas como o Motor de Qualidade de Dados (MQD) e a PCM, que eram benchmarks globais, hoje são copiadas por ecossistemas internacionais, demonstrando a liderança brasileira. Daniel aponta, contudo, que "ainda tem muito para avançar na parte do PJ, especialmente", e almeja um "monitoramento proativo", talvez com um "centro 24/7 olhando Open Finance" para resolver problemas antes que se tornem consequências regulatórias.

Perguntas Frequentes

O que o Banco Central está revisando no Open Finance?

O Banco Central (BC) está revisando os aspectos de monitoramento do Open Finance brasileiro, focando nos mecanismos que acompanham a qualidade, disponibilidade, segurança e eficiência do compartilhamento de dados entre as instituições participantes. O objetivo é aprimorar a performance e a experiência do usuário.

Qual o principal objetivo do monitoramento do Open Finance pelo BC?

O principal objetivo do BC é garantir a boa performance das instituições financeiras no Open Finance e que elas desenvolvam bons casos de uso para oferecer a melhor experiência possível ao usuário. A intenção não é punir, mas sim assegurar a evolução contínua do ecossistema.

Quem são os principais envolvidos na melhoria do monitoramento do Open Finance?

Os principais envolvidos são o Banco Central, representado por Matheus Rauber (Denor), a Associação Open Finance Brasil, liderada por Ana Carla Abrão Costa, e entidades de mercado como a fintech Cumbuca, de Daniel Ruhman, que contribuem para o desenvolvimento e aprimoramento das ferramentas e práticas de monitoramento.

Quais foram os avanços recentes no monitoramento do Open Finance?

Recentemente, houve um "grande investimento" da Associação Open Finance, resultando em maior granularidade, transparência e qualidade nas informações de monitoramento. A plataforma de coleta de métricas (PCM) e os painéis de monitoramento foram estabilizados, gerando "competição saudável" entre as instituições.

Como o monitoramento do Open Finance impulsiona a competição entre instituições?

O monitoramento impulsiona a competição saudável ao publicar "notas comparativas" sobre a performance das instituições, que são compartilhadas com o Banco Central e os próprios participantes. Isso motiva os bancos e fintechs a buscarem melhor desempenho e a desenvolverem serviços mais eficientes para os usuários do Open Finance.