O Bitcoin (BTC) vive seu pior primeiro semestre em oito anos, com projeção de queda de 22,2% até a meia-noite desta terça-feira (30), segundo dados da plataforma CoinGlass. Será o pior desempenho do período desde 2018, quando o ativo recuou quase 50% no mesmo intervalo[1][7].

Vários fatores impulsionaram essa queda: guerra no Oriente Médio, juros elevados nos Estados Unidos, queda das ações de tecnologia, saídas massivas de investidores dos ETFs de Bitcoin, dúvidas sobre o modelo de negócio das tesourarias cripto e a pressão vendedora que afetou também as demais criptomoedas[1][2]. Desde o pico de outubro de 2025, acima de US$ 126 mil, o Bitcoin já perdeu cerca de 48% de seu valor[1].

Os dois cenários para o Bitcoin

A Grayscale, uma das maiores gestoras de criptoativos do mundo, traça dois possíveis cenários para os próximos meses[1]. No cenário otimista, o Bitcoin pode se recuperar se três fatores importantes forem atendidos: a aprovação do Clarity Act (projeto de lei que define órgãos reguladores nos EUA), a decisão do Federal Reserve (Fed) de não elevar juros neste ano e o fortalecimento do balanço patrimonial da Strategy, maior empresa a utilizar Bitcoin como ativo de tesouraria[1].

No cenário negativo, o projeto de lei não é aprovado, a Strategy e outras empresas com grandes reservas de Bitcoin reduzem sua alavancagem, e o Fed eleva juros devido à inflação persistente. Nesse caso, o Bitcoin ainda pode registrar novas quedas[1].

O que esperar de julho?

Analistas continuam sugerindo o BTC nas carteiras recomendadas, apesar do ambiente macroeconômico desafiador. "O Bitcoin entra em julho ainda pressionado pelo ambiente macroeconômico global, mas mantendo seu papel central no mercado", diz Julián Colombo, diretor sênior de políticas públicas e estratégia para a América do Sul na Bitso[1].

Especialistas como Sebastian Serrano, CEO da Ripio, apontam que pode ser um "bom momento para a entrada de pessoas que visam o longo prazo", lembrando que investidores que compraram Bitcoin e seguraram por mais de quatro anos (200 semanas) nunca perderem dinheiro[2].

Fonte original: InvestNews – Investimentos.