O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) prestou depoimento à Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) por cerca de 5 minutos nesta terça-feira (23/6), em sua residência no Condomínio Solar de Brasília, onde cumpre prisão domiciliar humanitária.
Durante o inquérito que apura a apreensão de uma pistola registrada em seu nome e encontrada com um agente do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) durante uma blitz no Distrito Federal, Bolsonaro confirmou que a arma estava em sua residência e que solicitou o conserto ao militar Estácio Leite da Silva Filho devido a uma falha no equipamento.
A oitiva foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes (STF), que determinou a realização presencial no endereço do ex-presidente, pois as restrições ao uso de comunicações eletrônicas impedem o depoimento por videoconferência. O caso é investigado pela 17ª Delegacia de Polícia, em Taguatinga Norte.
A defesa de Bolsonaro argumenta que não houve ilegalidade no caso, afirmando que não há determinação judicial para que o ex-presidente entregasse suas armas ou cancelasse os registros, e que o episódio é "criminalmente acromático". A defesa aguarda o arquivamento do inquérito.
Bolsonaro foi condenado a 27 anos e 3 meses de prisão por tentativa de golpe de Estado e cumpre prisão domiciliar desde março, após ser internado por pneumonia bacteriana. Na quinta-feira (25), Moraes deverá decidir se o mantém em regime domiciliar ou o transfere para a sala de Estado Maior do 19º Batalhão da PMDF.
