O Brasil registrou a abertura de **767.326 novos postos de trabalho com carteira assinada** entre janeiro e maio de 2026, segundo dados do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). O saldo de geração de emprego foi **positivo em todas as 27 unidades da Federação** no período, consolidando um cenário de expansão do mercado formal.
No mês de maio, o país criou **72.260 novas vagas**, resultado da diferença entre 2.207.303 admissões e 2.134.343 desligamentos. O salário médio real dos admitidos em maio foi de **R$ 2.384,10**, valor ligeiramente inferior (0,75%) ao de abril, mas **1,5% superior** ao registrado no mesmo mês de 2025.
O setor de **Serviços** foi o principal impulsionador, com **45.655 novas vagas**, impulsionado por subsetores como Saúde Humana e Serviços Sociais (+14.478), Atividades Administrativas (+11.413) e Transporte (+6.227). A **Agropecuária** também teve desempenho forte (+10.205 vagas), com destaque para o cultivo de café (+17.674), laranja (+2.458) e cana-de-açúcar (+828). A **Construção Civil** (+12.096 vagas) e a **Indústria** (+4.974 vagas) também apresentaram saldo positivo, com foco em obras de infraestrutura e fabricação de veículos automotores.
Em termos regionais, o emprego formal cresceu em **22 das 27 unidades da Federação**. São Paulo liderou com **18.224 novas vagas**, seguido por Espírito Santo (+9.532) e Rio de Janeiro (+9.195). As reduções concentrou-se no Rio Grande do Sul (-5.657), Goiás (-2.742) e Tocantins (-743), conforme o ministro Rogério Marinho, atribuídas à sazonalidade do agro e a tarifas internacionais no setor de couro e calçados.
Marinho reforçou que **1.451.616 pessoas vinculadas ao Bolsa Família** foram contratadas ou desligadas entre janeiro e abril, com saldo positivo de **421 mil pessoas**, desmentindo a tese de que o programa inibe a busca por emprego formal. Os dados são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) e foram divulgados em Brasília nesta terça-feira (30).
Fonte: Agência Brasil - Economia.
