O Brasil registrou em 2025 a menor taxa de analfabetismo desde o início da série histórica da PNAD Contínua, em 2016, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)[1][8]. A taxa caiu para 4,9% da população com 15 anos ou mais, a primeira vez que o índice ficou abaixo de 5% desde o início da pesquisa[1].

Apesar do avanço histórico, o país ainda tem 8,4 milhões de pessoas analfabetas em números absolutos[1][6]. Na comparação com 2024, quando a taxa era de 5,3%, houve redução de 592 mil pessoas que não sabem ler ou escrever um bilhete simples[1].

A distribuição regional revela desigualdades profundas: mais da metade dos analfabetos (4,8 milhões) vive na Região Nordeste, onde a taxa atinge 10,6% da população[1][5]. Seguem Norte (5,7%), Centro-Oeste (3,3%), Sul (2,4%) e Sudeste (2,3%)[1].

Quanto à idade, 58% dos analfabetos estão na faixa de 60 anos ou mais (4,9 milhões), o que significa que 13,8% dos idosos são analfabetos, enquanto na faixa de 15 a 59 anos a proporção é de apenas 2,6%[1]. Isso reforça a necessidade de políticas de manutenção de crianças e jovens na escola, além de programas específicos de alfabetização para adultos e idosos[1].

Uma diferença expressiva também aparece entre grupos étnicos: entre brancos, 2,8% não sabem ler ou escrever, enquanto entre pretos ou pardos o índice sobe para 6,5%, considerando todos os grupos etários[1].

"A diferença entre esses grupos reforça a importância de políticas de manutenção de crianças e jovens na escola, bem como aquelas específicas para alfabetização de adultos e idosos. Também indica que as novas gerações tiveram maior acesso à escolarização e foram alfabetizadas ainda na infância", destacou William Kratochwill, analista do IBGE[1].

É importante notar que, embora o analfabetismo tradicional tenha caído, o analfabetismo funcional permanece estável: cerca de 29% dos brasileiros entre 15 e 64 anos são analfabetos funcionais, mesmo patamar de 2018[2][3][4]. Isso significa que, mesmo sabendo ler e escrever, têm dificuldade para aplicar essas habilidades em tarefas simples como interpretar textos, fazer cálculos ou usar ferramentas digitais[7].