O Brasil iniciou, nesta sexta-feira (26), uma missão humanitária de busca e resgate urbano na Venezuela, país atingido por dois terremotos de magnitudes 7,2 e 7,5 na noite de quarta-feira (24). A operação, autorizada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva após pedido formal do governo venezuelano, conta com 44 profissionais e 12 toneladas de equipamentos para auxiliar nas buscas por desaparecidos e no socorro às vítimas[1][2].

A aeronave KC-390 Millennium da Força Aérea Brasileira (FAB) decolou da Base Aérea de São Paulo, em Guarulhos, transportando a equipe e os equipamentos necessários[1][2]. A missão deve chegar ao destino na noite desta sexta-feira, com previsão de pouso e desembarque na cidade venezuelana de Maracay, após uma parada programada em Boa Vista (Roraima) para abastecimento[1].

A equipe brasileira é composta por bombeiros militares de Minas Gerais (36 integrantes), São Paulo e Paraná, técnicos da Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil (SEDEC/MIDR) e especialistas da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel)[1][2]. Entre os profissionais de São Paulo, destacam-se 11 bombeiros, dois médicos do Comando de Aviação da Polícia Militar (CAvPM), um integrante da Defesa Civil e dois cães de busca e salvamento[1]. A capitã Karoline, do Corpo de Bombeiros paulista, afirmou que o grupo possui experiência em operações anteriores, como na Turquia e no Rio Grande do Sul, e segue em condição de autossuficiência, levando material para permanecer no país por 15 dias sem depender de hospedagem ou fornecimento de água venezuelano[1].

O major Anderson Dias, comandante da aeronave, destacou que o transporte aéreo é uma solução para situações de difícil logística, citando outras operações da FAB, como o resgate de brasileiros na guerra da Ucrânia e o transporte de oxigênio durante a COVID-19[1].

Segundo as autoridades venezuelanas, os abalos sísmicos provocaram o desabamento de edifícios e danos estruturais, deixando até o momento 188 mortos e mais de 1.520 feridos[3][5]. No entanto, o site civil "Desaparecidos Terremoto Venezuela" estima que mais de 40 mil pessoas permanecem desaparecidas, número que tende a ser muito maior[5]. O Itamaraty confirmou oficialmente a morte de dois cidadãos brasileiros no país vizinho[4].

Em um segundo voo previsto para sábado (27), o Brasil enviará um hospital de campanha com equipe médica, medicamentos e insumos de saúde, além de 100 purificadores de água com energia solar, cada um com capacidade para produzir até 5 mil litros de água potável por dia[1][2][3].

Com informações da Agência Brasil e Jornal de Brasília – Mundo.