Entenda como as criptomoedas lastreadas, como a popular USDT pareada ao dólar americano, se tornaram a escolha preferencial para milhões de investidores no Brasil, movimentando bilhões de reais anualmente.
Os brasileiros têm demonstrado uma preferência marcante por stablecoins, as criptomoedas cujo valor é atrelado a outros ativos, como o dólar ou o real. Dados recentes da Receita Federal revelam que, entre agosto de 2019 e dezembro de 2025, o volume declarado nessas operações atingiu a impressionante marca de R$ 1,13 trilhão.
Este montante representa 71,7% do total de R$ 1,58 trilhão movimentado em compra e venda de criptoativos no período. A adesão massiva a essas moedas digitais reflete uma tendência consolidada no cenário financeiro do país.
Somente no ano passado, a participação das stablecoins superou 80% do volume mensal declarado, significando que, de cada cinco reais transacionados em criptomoedas, mais de quatro envolviam esses ativos, conforme informação divulgada por InvestNews – Investimentos.
A Ascensão e a Popularidade das Stablecoins no Mercado Cripto Brasileiro
O crescimento das operações com stablecoins no Brasil é notável. Em agosto de 2019, o volume de transações era praticamente inexistente, mas saltou para 185,7 milhões de operações de compra e venda declaradas até o final de 2025. Essa expansão demonstra a busca por ativos digitais que oferecem maior estabilidade e menor volatilidade em comparação com outras criptomoedas.
A atração por esses ativos lastreados a moedas fiduciárias ou commodities pode ser explicada pela sua função como porto seguro em um mercado geralmente volátil. Para muitos investidores brasileiros, as stablecoins funcionam como uma ponte entre o universo das finanças tradicionais e o das criptomoedas, facilitando transações e protegendo o capital contra oscilações bruscas.
USDT, a Stablecoin Favorita dos Investidores Nacionais e seu Dominio
Entre as diversas opções de stablecoins disponíveis, a USDT, emitida pela Tether e pareada ao dólar americano, consolidou-se como a preferida dos brasileiros. Ela sozinha respondeu por 88,7% de todo o volume declarado em stablecoins no período analisado pela Receita Federal, o que equivale a aproximadamente R$ 1 trilhão em transações.
A popularidade da USDT é um indicativo da demanda por exposição ao dólar dentro do ecossistema de criptoativos, oferecendo uma alternativa digital e ágil para acessar a estabilidade da moeda americana. Esse volume expressivo mostra a confiança dos investidores na liquidez e na credibilidade da Tether, embora o lastro da stablecoin seja frequentemente discutido no mercado global.
Outras Stablecoins Relevantes: USD Coin e Brazilian Digital Token
Apesar da hegemonia da USDT, outras stablecoins também possuem participação significativa no mercado brasileiro. Em segundo lugar, aparece a USD Coin (USDC), emitida pela Circle e considerada a segunda maior stablecoin global, com 7,1% do volume total declarado no Brasil. A USDC é igualmente pareada ao dólar americano e é conhecida por sua transparência e rigor regulatório.
Em terceiro lugar, e com um papel importante no cenário nacional, está a Brazilian Digital Token (BRZ), uma stablecoin pareada ao real brasileiro, que alcançou 3,4% do volume total. A BRZ oferece uma alternativa para operações com a moeda nacional no ambiente digital, atendendo a uma demanda específica de usuários que buscam estabilidade atrelada ao real.
Volume de Negociação da USDT em Crescimento Contínuo
Os dados mais recentes corroboram a tendência de aumento no uso da USDT. Em junho, o volume negociado da stablecoin foi de R$ 13,11 bilhões, conforme monitoramento da plataforma Índice Biscoint. Este valor representa um crescimento de 36,1% em comparação com o mesmo mês do ano passado.
Este resultado marca o maior volume registrado desde janeiro de 2024, quando o monitoramento começou. O contínuo crescimento do volume de transações com a USDT no Brasil reforça a relevância das stablecoins como ferramenta fundamental para a movimentação e estabilização de capitais no dinâmico mercado de criptoativos do país.
Perguntas Frequentes
O que são stablecoins e por que são tão populares no Brasil?
Stablecoins são criptomoedas cujo valor é atrelado a ativos como moedas fiduciárias (dólar, real) ou commodities (ouro), buscando estabilidade. Elas são populares no Brasil por oferecerem uma alternativa menos volátil em comparação a outras criptomoedas, funcionando como refúgio de valor e facilitando transações seguras no mercado digital, conforme dados da Receita Federal e InvestNews.
Qual a stablecoin mais utilizada pelos brasileiros?
A stablecoin mais utilizada e declarada pelos brasileiros é a USDT (Tether), pareada ao dólar americano. Ela respondeu por impressionantes 88,7% de todo o volume declarado em stablecoins no período analisado pela Receita Federal, equivalente a cerca de R$ 1 trilhão em transações.
Quanto dinheiro os brasileiros declararam em stablecoins entre 2019 e 2025?
Entre agosto de 2019 e dezembro de 2025, os contribuintes brasileiros declararam um volume de R$ 1,13 trilhão em operações de compra e venda de stablecoins. Este montante representa 71,7% do total de R$ 1,58 trilhão movimentado em todas as criptomoedas no mesmo período, segundo a Receita Federal.
Além da USDT, quais outras stablecoins se destacam no mercado brasileiro?
Além da dominante USDT, outras stablecoins importantes no Brasil incluem a USD Coin (USDC), emitida pela Circle e também pareada ao dólar, com 7,1% do volume declarado. A Brazilian Digital Token (BRZ), pareada ao real brasileiro, ocupa o terceiro lugar com 3,4% do volume, atendendo à demanda por uma stablecoin lastreada na moeda nacional.
Qual a tendência de crescimento do volume de stablecoins no Brasil?
O volume de stablecoins no Brasil tem uma tendência de crescimento acentuado. De praticamente nenhuma operação em 2019, o país registrou 185,7 milhões de transações até 2025. A USDT, por exemplo, teve um volume de R$ 13,11 bilhões em junho, 36,1% maior que no ano anterior, indicando uma expansão contínua do uso desses ativos digitais.
