O Banco de Brasília (BRB) afastou três servidores de suas funções após a deflagração da Operação Parasita, realizada pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) na manhã de terça-feira (23/6). A ação investiga um esquema de descontos não autorizados em contas de aposentados e pensionistas vinculados ao Governo do Distrito Federal (GDF), com prejuízo estimado em mais de R$ 5 milhões e mais de 3,5 mil contas afetadas[1][5].

A PCDF prendeu sete pessoas ligadas a associações suspeitas de criar entidades apenas para viabilizar o esquema, realizando débitos automáticos sem a autorização dos beneficiários[1][6]. Os investigados utilizavam um método semelhante às fraudes bilionárias contra aposentados do INSS: realizavam contatos telefônicos com os idosos, falsificavam registros das conversas para simular autorização e, posteriormente, apresentavam ao BRB autorizações falsas para receber os valores debitados[1][2].

Os três servidores do BRB suspeitos de participarem diretamente das fraudes foram alvos de mandados de busca e apreensão, ouvidos pela Delegacia Especializada e afastados das funções financeiras do banco por determinação da justiça[1][2]. Em nota, o BRB esclareceu que o afastamento é uma medida administrativa que permanecerá até o fim das investigações e que a irregularidade foi identificada pelo próprio banco, que encaminhou a notícia de crime às autoridades após detectar movimentações financeiras atípicas e descumprimento de normas internas de compliance[1][2].

A instituição reforçou que os fatos investigados não têm relação com a atual administração do banco e que eventuais irregularidades serão punidas com o rigor dos procedimentos normativamente estabelecidos[1][2]. A Operação Parasita, coordenada pela Coordenação de Repressão aos Crimes Contra o Consumidor, a Propriedade Imaterial e as Fraudes (Corf), cumpriu três mandados de prisão preventiva, quatro de prisão temporária e 10 de busca e apreensão no Distrito Federal e em Minas Gerais[1][3].

Segundo a polícia, as irregularidades começaram em 2024 e se prolongaram por pelo menos dois anos, com vítimas que afirmam nunca ter autorizado os descontos realizados em suas mensalidades[1][2]. Entre os alvos da operação, três pessoas já haviam sido presas em operação anterior da Polícia Federal que apurava fraudes no INSS[1][2].