O cacique Raoni Metuktire, de 93 anos, **deixou a Unidade de Terapia Intensiva (UTI)** do Hospital São Paulo na noite de terça-feira (24/6), após apresentar **melhora significativa** no quadro de saúdefollowing a cirurgia para desobstrução intestinal realizada no sábado (20/6)[1][2].

Segundo boletim médico divulgado pelo hospital, Raoni foi transferido para um quarto regular após evoluir de forma **satisfatória no período pós-operatório**[1]. O líder indígena, que chegou à unidade em 19 de junho com quadro de obstrução intestinal alta e pneumonia aspirativa, já **iniciou a transição para dieta oral pastosa**, que foi bem aceita pelos médicos[1].

A cirurgia, realizada com **técnica minimamente invasiva**, ocorreu sem complicações[1][3]. Desde então, Raoni permanecia sob monitoramento intensivo na UTI, mas agora apresenta **sem febre, função renal normal e respira sem auxílio de aparelhos**[1]. Os médicos confirmam que o cacique mantém **evolução estável** e segue acompanhado pela equipe médica[1].

Raoni, reconhecido mundialmente por sua luta na **preservação da Amazônia** e pelos direitos dos povos indígenas, foi transferido para São Paulo após passar seis dias no Hospital e Maternidade Dois Pinheiros, em Sinop (MT), onde apresentou vômitos, tosse intensa e dores abdominais[1][8]. Ele já havia recebido o título de **Membro Honorário da UICN** em 2021 e foi indicado ao **Prêmio Nobel da Paz** em 2020[1].

Ainda não há previsão de alta hospitalar, mas a equipe médica confirma que o cacique se alimenta hoje com **alimentos pastosos** e segue em recuperação satisfatória[2].