Uma onda de calor extrema e histórica na Europa provocou a morte de **40 pessoas por afogamento** na França desde 18 de junho, enquanto tentavam se refrescar em rios, canais e áreas sem autorização para banho[1][2]. O primeiro-ministro francês, Sébastien Lecornu, anunciou os óbitos nesta terça-feira (23), em uma reunião de emergência sobre o calor, destacando que a maioria das vítimas eram **jovens**[1][5].

Nesta terça, a França registrou a **madrugada mais quente** desde o início das medições em 1947, com temperaturas acima de 25°C durante toda a noite[1][2]. As temperaturas podem chegar a **43°C** em algumas partes do oeste do país, como em Pissôs, perto de Bordô, onde foram registradas 44°C[1][3]. Cerca de **90% dos franceses** vivem em áreas com alerta vermelho ou laranja por calor extremo[1].

Em meio ao calor, **54 departamentos** franceses estão sob alerta vermelho, o máximo possível, algo sem precedentes para o país[1]. A tragédia humana também inclui duas crianças, de 2 e 4 anos, que foram encontradas inconscientes por sua mãe no carro da família e não conseguiram ser reanimadas[1]. Lecornu descreveu o episódio como um "triste flagelo" em relação aos afogamentos[1].

O calor extremo também está **paralisando setores da economia europeia**. Em Paris, trens foram cancelados, inclusive o serviço entre Paris e Bruxelas, e empresas estão implementando recomendações para proteger funcionários[1]. Mais de **1.800 escolas** foram fechadas e 8.000 tiveram horários alterados na França[3]. A Torre Eiffel e o Museu do Louvre também fecharam parcialmente devido ao calor[3].

A onda de calor europeia é causada por um padrão climático conhecido como **"bloqueio ômega"**, que assume a forma da letra grega e mantém uma massa de ar quente no centro, elevando as temperaturas dia após dia[1]. As condições atuais são comparáveis à onda de calor de agosto de 2003, que durou 16 dias e causou cerca de **80 mil mortes** na Europa[1].

O Reino Unido, Itália, Suíça e Espanha também enfrentam calor extremo, com temperaturas recorde em algumas regiões[1]. Na Itália, o Ministério da Saúde emitido alerta máximo para 15 cidades, enquanto no Reino Unido o Met Office prevê temperaturas de até **37°C** no sul da Inglaterra, potencialmente um novo recorde para junho[1].

A Europa está se aquecendo a um ritmo **mais de duas vezes superior** à média global, segundo a Organização Meteorológica Mundial, tornando cada vez mais prováveis esses episódios prolongados de calor[1].