Um casal de 24 anos foi identificado e preso por policiais civis da 15ª Delegacia de Polícia (Ceilândia Centro) como os responsáveis pelo homicídio de Gabriela Benázio do Nascimento, de 35 anos, em uma feira de Ceilândia (DF). Os suspeitos são Guilherme Brandão Rodrigues, vulgo “Pepa”, e Thamella Jady Barbosa de Araújo Teixeira, que foram indiciados por homicídio duplamente qualificado — por motivo torpe e mediante recurso que dificultou a defesa da vítima [1][2].
O crime ocorreu em 13 de maio de 2026, perto da Feira Central de Ceilândia, após uma briga relacionada à venda de um celular de origem ilícita [1]. A dupla entregou diversos aparelhos à vítima para comercialização, mas Gabriela se apropriou do valor e usou para comprar drogas ilícitas. Os autores, então, cobraram a vítima de forma agressiva, o que culminou em uma discussão que “evoluiu para uma violenta sessão de espancamento em via pública” [2].
Gabriela foi agredida com socos, chutes, pisões e esfaqueada, com grande parte das agressões na região da cabeça [1]. Ela também sofreu um golpe de faca na perna. Mesmo caída e sem condições de reação, continuou sendo brutalmente agredida pelo casal [1]. A vítima foi hospitalizada, mas não resistiu aos ferimentos e morreu no hospital três dias após o ataque [1][2].
Os laudos periciais apontaram que a causa da morte foi traumatismo torácico e tromboembolismo pulmonar, diretamente decorrentes das agressões [2]. A operação responsável pela prisão foi batizada como Operação “Deadly Beating”, e os mandados de prisão preventiva e busca e apreensão foram cumpridos pelo Tribunal do Júri de Ceilândia [1][2].
Se condenados, Guilherme e Thamella poderão cumprir pena de até 30 anos de reclusão [2]. A coluna “Na Mira” segue aberta para posicionamentos da defesa dos envolvidos, que ainda não foi localizada [1].
Fonte original: Metrópoles – Distrito Federal.
