O julgamento dos três policiais militares acusados de participar da execução do empresário e delator Vinícius Gritzbach foi **remarcado para fevereiro de 2027**, com nova data prevista entre 22 e 27 desse mês[1][3]. A sessão de júri popular, que iniciou nesta segunda-feira (22), foi **anulada** após um desentendimento entre as defesas dos réus e a promotria pública, o que provocou a dissolução do conselho de sentença[4][5].
Os réus, **tenente Fernando Genauro da Silva**, **cabo Denis Antônio Martins** e **soldado Ruan Silva Rodrigues**, estão presos e serão julgados por sua participação na morte de Gritzbach, ocorrida em 8 de novembro de 2024 no **Aeroporto Internacional de Guarulhos**[1][2]. Gritzbach, que era investigado por homicídio e por integrar o núcleo financeiro do **Primeiro Comando da Capital (PCC)**, havia assinado acordo de delação com o Ministério Público para incriminar policiais corruptos e membros da organização criminosa[2].
Ademais, os policiais são acusados pela **morte do motorista de aplicativo Celso Novais**, que passou pelo local durante os disparos, e pelo ferimento de duas pessoas atingidas por estilhaços[2]. A defesa alega que os réus são inocentes e foram escolhidos para **esconder os verdadeiros culpados**, apontando ainda que o delegado Fábio Baiana e o investigador Eduardo Lopes Monteiro teriam forjado elementos da investigação[2].
No primeiro dia de julgamento, sete das nove testemunhas de acusação já haviam sido ouvidas, em um processo que previa cinco dias e a presença de 21 testemunhas[1]. Com a anulação, o caso **voltará ao centro das atenções** e terá que começar tudo de novo, com uma nova data marcada para o novo julgamento[3][6].
