A Chevron Corp. informou oficialmente que suas operações na Venezuela continuam funcionando com normalidade e que todos os seus funcionários foram localizados com segurança após dois terremotos consecutivos de grande magnitude atingirem o país sul-americano. A petroleira norte-americana, que possui a maior presença na Venezuela entre as companhias dos Estados Unidos, enfatizou em comunicado divulgado nesta quinta-feira sua solidariedade ao país e ao seu povo neste momento de crise.
"Como empregadora e parceira de longa data na Venezuela, estamos em solidariedade ao país e ao seu povo neste momento difícil", afirmou a companhia. A empresa também reforçou seu compromisso em apoiar os funcionários e as comunidades ao redor de suas instalações, garantindo a operação segura e contínua de seus ativos, apesar das interrupções no fornecimento de energia que afetaram parte da região.
Os dois tremores, registrados na noite de quarta-feira (24) com magnitudes de 7,2 e 7,5 na escala Richter, estão entre os mais fortes a atingir a Venezuela em mais de um século. Segundo dados da Associated Press, os abalos deixaram um balanço inicial de pelo menos 164 mortos e 971 feridos, sendo sentidos em toda a região. O presidente da Assembleia Nacional venezuelana, Jorge Rodríguez, relatou números ainda mais altos, incluindo 188 mortos, 1.520 feridos e 157 desaparecidos, além de mais de 200 pessoas presas sob os escombros de cerca de 250 edifícios.
Apesar do caos social e econômico gerado pela devastação, que incluiu danos ao principal aeroporto internacional e interrupções nas comunicações, a infraestrutura crítica de petróleo da Venezuela permaneceu operativa. Informações de uma pessoa com conhecimento da situação, consultada pela Bloomberg, indicam que o principal polo de refino da Venezuela, situado em Paraguaná (próximo ao epicentro), e o terminal de exportação de Jose, em Anzoátegui, estão funcionando normalmente. Não foram registrados impactos no processamento ou no carregamento de petróleo, garantindo a continuidade das exportações.
Em contrapartida, a estatal Petróleos de Venezuela SA (PDVSA) está avaliando danos causados pelas falhas geológicas em algumas plantas petroquímicas instaladas perto do epicentro dos abalos. A destruição causada pelos tremores, os maiores em 60 anos no país, ocorreu num momento delicado para a Venezuela, que vive um turbulento processo de reconstrução após a deposição do presidente Nicolás Maduro, resultante de uma intervenção dos Estados Unidos em janeiro deste ano.
Diante da tragédia, a presidente interina Delcy Rodríguez anunciou na quinta-feira a criação de fundos especiais para a reconstrução integral dos territórios afetados e para o atendimento às vítimas. A boa notícia para o setor econômico, no entanto, é que a gigante de petróleo Chevron confirmou que suas operações na Venezuela permanecem em funcionamento e que todos os seus funcionários foram localizados, demonstrando resiliência da infraestrutura energética do país frente ao evento natural devastador.
