Um dos maiores mitos da infância é que engolir chiclete faz um mal terrível à saúde e que a goma pode ficar grudada no estômago por anos. A ciência confirma que isso não é verdade: o sistema digestivo humano não degrada a base do chiclete, mas as partes que não são dissolvidas, como resinas e ingredientes sintéticos, passam pelo intestino como uma massa coesa e são eliminadas nas fezes em poucos dias[1][2].
Engolir acidentalmente um chiclete não faz mal, pois se trata de algo pequeno, flexível e macio, que passa intacto pelo trato digestivo até ser eliminado com o bolo fecal[1][7]. A ideia de que a goma pode grudar na parede do intestino, entupir a entrada de comida no estômago ou ficar até sete anos dentro do corpo é apenas uma lenda sem base científica[2][3].
No entanto, o ato de mastigar chiclete em excesso pode trazer prejuízos. Mastigar três ou mais gomas por dia é considerado excessivo e pode aumentar a produção de ácido no estômago, estimulando enzimas salivares e suco gástrico sem que haja alimento para digestão, o que pode causar gastrite ou dispepsia[1][2][3]. Pessoas com problemas no trato gastrointestinal, como estreitamentos, inflamações graves ou problemas de motilidade, podem ter risco de obstrução intestinal se engolirem muito chiclete[2][3].
Para a maioria das pessoas, engolir um pedaço inteiro de chiclete acidentalmente não exige ida ao médico, pois é um problema teórico que só se torna relevante se houver dor ou ingestão excessiva[3]. O chiclete não é vilão: em doses moderadas (até dois por dia), pode ser aliado no combate ao mau hálito, na melhora da concentração e no alívio do estresse[4].
Em resumo, o mito de que chiclete engolido fica no estômago por 7 anos é falso. A goma passa intacta pelo corpo e é eliminada naturalmente, sem causar danos na grande maioria dos casos[2][3].
Fontes: [1] Doctoralia, [2] Hospital Sírio-Libanês, [3] CNN Brasil, [4] Katz Endoimagem, [7] Dra. Caroline Petersen.
