China realiza raro teste de submarino nuclear, despertando alerta global

A China realizou nesta segunda-feira (6/7) um raro voo de um míssil balístico intercontinental com capacidade nuclear. O foguete foi lançado a partir de uma área marítima não revelada a bordo do submarino nuclear Tipo 09II. Conforme informação divulgada por Metrópoles – Mundo, esta é a primeira notificação destes testes publicados em quase 40 anos.

No comunicado, a Marinha chinesa informou que o teste faz parte de treinamento militar anual e foi notificado aos países relevantes com antecedência. O presidente da China, Wang Xuemeng, afirmou que está ‘em conformidade com o direito internacional e as práticas internacionais’ e ‘não é direcionado contra nenhum país ou alvo específico’.

Alcance nuclear

O míssil JL-2 e JL-3, atualmente em testes, têm alcance intercontinental, capacidade para múltiplas ogivas e forte capacidade de penetração. Winston Peters, ministro das Relações Exteriores da Nova Zelândia, expressou sua preocupação com o ‘evento indesejado’. Tóquio também reagiu pedindo cautela à China.

Vizinhos alertados

O governo japonês informou que recebeu aviso prévio sobre o lançamento e pediu reconsiderações ao país. Este movimento se coloca como um esforço para evitar incidentes por falta de comunicação entre as forças navais no Pacífico.

Repercussão global

A China já conta com dois tipos de mísseis balísticos intercontinentais para submarinos: o JL-2, que foi desclassificado em um desfile em outubro de 2019 e o JL-3 apresentado durante um desfile em setembro passado. Essa é uma demonstração clara das capacidades militares chinesas sob a ótica marítima.

Perguntas Frequentes

Quais são as motivas do teste de míssil pelo submarino?

Os testes fazem parte do treinamento militar regular no contexto dos esforços de modernização da força naval chinesa.

A China tem uma estratégia nítida para esse tipo de teste?

No comunicado, a Marinha informou que as notificações antecipadas com os países relevantes seguem ‘o direito internacional e as práticas internacionais’.