Cientistas da Universidade Duke, nos Estados Unidos, desenvolveram pela primeira vez em laboratório um tipo de célula que forma os vasos sanguíneos da retina, com resultados promissores em testes com camundongos[1][3]. As células endoteliais retinianas, produzidas a partir de células-tronco pluripotentes induzidas (iPSCs), integraram-se ao tecido danificado, regeneraram vasos sanguíneos e restauraram parte da função da retina nos animais[1][3].
A retina, camada localizada no fundo do olho responsável por captar a luz e enviar informações ao cérebro, depende de uma rede de vasos sanguíneos para receber oxigênio e nutrientes[1]. Quando esses vasos são danificados, podem surgir doenças como a retinopatia diabética, uma das principais causas de cegueira em adultos[1]. Atualmente, a obtenção dessas células é limitada e de alto custo, mas a nova técnica permite sua produção contínua em laboratório[3].
Os pesquisadores testaram as células sob condições que simulam doenças oculares, como baixos níveis de oxigênio e excesso de glicose, reproduzindo os danos observados em pacientes[3]. Quando injetadas em camundongos com vasos fragilizados, as células se integraram ao tecido existente, favoreceram a formação de novos vasos e ajudaram a restaurar a barreira de proteção da retina[1][3].
Segundo a equipe, as células também poderão ser usadas para criar modelos da retina em laboratório, permitindo estudar doenças oculares e avaliar novos medicamentos antes dos testes em humanos[3]. Ainda serão necessárias novas pesquisas para confirmar a segurança e a eficácia da abordagem antes que ela possa ser aplicada em pacientes[3].
